BNDES faz reunião em Governador Valadares sobre chamada pública de projetos estruturantes

Representantes do banco público tiraram dúvidas das pessoas atingidas
Representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) vieram à Governador Valadares, na sede da ATI Cáritas GV, para conversar com as pessoas atingidas e organizações sociais sobre a chamada pública de projetos estruturantes. O encontro ocorreu na quarta-feira, dia 07 de outubro de 2026.
No início da reunião, a representante do BNDES, Shanna Lima, fez uma apresentação geral sobre a chamada pública. Os detalhes da chamada você confere neste link!

Logo após, foi aberto um espaço para perguntas, em que as pessoas atingidas tiraram dúvidas sobre o assunto.
A primeira questão foi se as organizações apoiadas pelo Eixo 1 terão que, obrigatoriamente, se formalizar. Lima respondeu que sim, elas podem entrar no projeto como informais, mas ao decorrer dele é obrigatória a formalização.
Também foi perguntado sobre a documentação a ser enviada pela executora. A representante do BNDES respondeu que a entidade precisa relatar todos os projetos a serem executados com o máximo de detalhes e, durante a análise, o banco pode pedir documentos complementares como o balanço patrimonial e outras demonstrações contábeis. Shanna Lima ainda destacou que a executora não pode ser uma organização apoiada.
Outra questão foi a respeito da documentação das organizações apoiadas, caso haja alguma mudança, como troca de diretoria após o envio da proposta. Lima respondeu que a cada atualização, a organização deve enviar ao BNDES.
Pessoas atingidas perguntaram sobre a participação em cada um dos eixos, se é necessário acabar um primeiro para que o outro comece. O BNDES respondeu que não, que ambos vão ocorrer ao mesmo tempo.
Muitas questões surgiram sobre o papel da entidade executora e com o que pode ser utilizado o recurso do projeto. Shanna Lima disse que a executora tem um recurso próprio, sendo 10% do valor total do projeto para gestão dele e outros 10% para investimento. Nessa porcentagem de investimento, pode ser usada para reformas, compra de equipamentos, obras, aquisição de veículos e outros. A única exigência é que esses materiais sejam utilizados também para os projetos e em prol do desenvolvimento das organizações apoiadas.
Em caso de aluguel, comodato ou outras formas de uso de espaços que não pertencem à entidade executora, mas que estão sob posse dela, a única exigência é que tenha, pelo menos, cinco anos de uso pela entidade, para que ela possa usufruir do valor investido naquele local.
As representantes do BNDES falaram ainda que as únicas restrições do edital são para a compra de imóveis e pagamento de dívidas, o resto, se tiver relação com o projeto e com as organizações apoiadas, pode incluir na proposta e será analisado pelo banco.
Ao final, o banco disponibilizou o e-mail da chamada pública como uma forma de enviar perguntas e demais questões: riodoceparticipativo@bndes.gov.br.




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