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  • Atingidos pela Barragem de Fundão promovem primeiro encontro após seis anos de implementação do Sistema de Governança

    Evento em Belo Horizonte visa consolidar a ocupação dos espaços de participação social do Sistema de Governança do TAC-Governança Nos dias 24 e 25 de agosto de 2024, Belo Horizonte, em Minas Gerais, sediará o Encontro da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba. O evento, que reunirá representantes das comunidades atingidas pelo rompimento da barragem da Samarco (VALE/BHP), busca eleger novos membros e parte de um processo mais amplo de fortalecimento da governança participativa e da implementação das Instâncias do Sistema de Governança e Participação Social previstas no TAC-Governança.  Este evento marca um momento significativo para a busca por reparação justa e integral, pois, após quase 9 anos desde o rompimento da barragem de Fundão, de responsabilidade da mineradora Samarco (VALE/BHP), os territórios atingidos participarão, pela primeira vez, ativamente da construção e escolha de membros das Instâncias do Sistema de Governança. O protagonismo do espaço será das Comissões Locais Territoriais de Atingidos(as) consolidadas ao longo do ano de 2023 ao longo de toda a Bacia do Rio Doce.A fase preparatória para o encontro está em andamento nos territórios atingidos reconhecidos pelo TAC-Governança, e consiste no estudo do Regulamento do Encontro e na mobilização das Comissões Locais Territoriais dos 21 territórios atingidos na Bacia do Rio Doce e no Litoral Norte Capixaba. As comissões são essenciais para garantir a representação e a pluralidade das comunidades nas decisões sobre a reparação dos danos. O Encontro da Bacia é resultado de um trabalho colaborativo entre as Assessorias Técnicas Independentes que assessoram as comunidades atingidas, as Instituições de Justiça e a Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (FLACSO), atual gestora do Orçamento Atingidos. Entre os objetivos principais do encontro estão a apresentação dos representantes das Comissões Locais Territoriais para as Câmaras Regionais e a indicação e eleição das demais instâncias que compõem o sistema de governança. Serão eleitos representantes para ocupar vagas no Fórum de Observadores, nos Conselhos Curador, Consultivo e Diretoria da Fundação Renova, bem como nas Câmaras Técnicas e no Comitê Interfederativo (CIF). A metodologia do encontro prioriza a paridade de gênero, raça e etnia, incentivando a participação diversificada, e garantindo a representatividade nos espaços deliberativos de todos e todas as categorias atingidas existentes ao longo da Bacia do rio Doce e do Litoral Norte capixaba.  Além dos membros das Comissões Locais Territoriais, participarão do encontro representantes das Assessorias Técnicas Independentes, do Ministério Público Federal, dos Ministérios Públicos dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, das Defensorias Públicas e da FLACSO. Este encontro representa um passo impreterível para fortalecer a governança participativa e assegurar que as vozes das comunidades atingidas sejam ouvidas no processo de reparação. Serviço : - Data: 24 e 25 de agosto de 2024 - Local: Belo Horizonte, Minas Gerais - Credenciamento: Até 12 de agosto de 2024

  • Decisão judicial define novas regras no Eixo Prioritário nº 7 - Cadastro e Indenizações

    Decisão reforça que o acesso aos programas reparatórios deve garantir direitos, não ônus à população atingida No dia 6 de agosto, o juiz Dr. Vinícius Cobucci, da 4ª Vara Federal Cível de Belo Horizonte, proferiu uma decisão que estabeleceu novas diretrizes do Eixo Prioritário Nº. 07, que trata de Cadastros e Indenizações das pessoas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. A decisão estabelece também definições importantes sobre diversos aspectos do processo, como a organização do Eixo 7, a desconstituição da Kearney Consultoria de Gestão Empresarial como perita do juízo, o cumprimento da Cláusula 28 do Termo de Transação e de Ajuste de Conduta (TTAC), entre outros pontos. Na decisão sobre a organização do Eixo 7, o juízo proibiu que as rés (Vale, Samarco e BHP), as Instituições de Justiça e demais partes interessadas do processo façam novos pedidos ou requerimentos, permitindo apenas manifestação sobre questões já em curso. A sentença tem como objetivo evitar tumultos processuais e garantir o controle de prazos, além de assegurar que, após a definição das questões pendentes, o Eixo 7 seja encerrado.  “A medida se justifica porque foi necessário praticamente um ano para que todas as partes se manifestassem a respeito do tema cadastros, a fim de respeitar o contraditório e ampla defesa. Os novos pedidos, sem qualquer regramento processual, criam uma cadeia de intimações e vistas que impedem a devida apreciação no momento apropriado, o que prejudica a adequada prestação jurisdicional”, destacou a sentença.  Possibilidade de acesso ao PIM e AFE sem necessidade de advogado Após pedido das Instituições de Justiça, o juiz determinou que o acesso aos programas do TTAC, como o Programa de Indenização Mediada (PIM) e o Auxílio Financeiro Emergencial (AFE), pode ser feito diretamente pela pessoa atingida, sem a obrigatoriedade de representação por advogado.  “A atividade de advogado é de suma importância e não se pretende aqui menosprezar o seu trabalho. Contudo, o ideal de política pública do TTAC foi no sentido de que os honorários fossem pagos integralmente pela Fundação, no âmbito de parceria com a OAB devidamente formalizada, sem a previsão de honorários contratuais. [...] Exigir advogado para protocolo do pedido do AFE seria o mesmo que exigir advogado para o protocolo de benefício previdenciário ou do auxílio emergencial criado no âmbito da pandemia de covid-19, o que é, com a devida vênia, absurdo. Tanto no caso do benefício previdenciário como do auxílio emergencial da pandemia de covid-19, prestações de natureza alimentar, a possibilidade de representação por advogado é facultativa. Exigir a representação por advogado para fins de recebimento do PIM e do AFE é imputar à vítima o encargo dos honorários contratuais”, destacou a decisão.  Outro ponto da decisão também ressalta: "A exigência da participação de advogado, além de não contar com previsão em lei, acaba por produzir o efeito contrário à Cláusula 37, parágrafo único. Se o advogado não atuar no regime de colaboração da referida cláusula, fará jus a honorários contratuais, por força de lei." Na prática, a exigência de advogados gera a necessidade de pagamento de honorários contratuais, o que implica na diminuição substancial da indenização pretendida, o que ofende o princípio da reparação integral do Direito Ambiental. A escolha de advogado decorre da autonomia da vontade de cada pessoa atingida, a qual deve ter acesso a toda informação disponível para deliberar acerca da viabilidade e pertinência de arcar com os custos de um advogado particular. É seu direito contratá-lo ou não, inclusive com a redução da indenização por meio dos honorários contratuais.  Participação da OAB no processo O juízo abordou também a questão da capacidade processual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Na decisão, foi ressaltado que a OAB foi admitida no processo apenas para defender prerrogativas dos advogados, não como substituta processual em tutela coletiva, em conformidade com a Lei de Ação Civil Pública. Ou seja, a OAB pode participar do processo para defender os direitos específicos dos advogados e não para representar ou substituir um grupo de pessoas atingidas em uma ação coletiva. Saída da Perita Outro ponto importante da decisão tratou sobre a desconstituição da Kearney Consultoria de Gestão Empresarial como perita do juízo. De acordo com a decisão, a atuação da empresa, que revisava e fazia a avaliação final dos cadastros da Fundação Renova, foi considerada ilegal e incostitucional. O juízo apontou que a atividade da perita era administrativa, não jurisdicional. A perita fazia a avaliação final do cadastro, ou seja, decidia sobre o direito, violando assim a separação dos poderes e assumindo a competência executiva prevista no TTAC.  A decisão determinou também a suspensão do tratamento de dados pessoais das pessoas atingidas pela Kearney Consultoria e solicitou que a empresa apresente um relatório sobre o tratamento de dados, bem como aponte as pessoas ou entidades que tiveram acesso às informações, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Demais encaminhamentos O juízo ordenou que a Fundação Renova comprove, no prazo de 48 horas, que cumpriu a medida estabelecida anteriormente para finalizar a análise dos procedimentos administrativos do Novel em andamento. Caso contrário, será aplicada uma multa diária de R$ 250.000,00. A decisão determinou a realização de uma ampla campanha de divulgação, promovida pela Fundação Renova, para informar que o acesso aos programas do TTAC pode ser feito diretamente pelas pessoas atingidas. A Fundação Renova será intimada para promover de forma permanente a atualização, revisão e correção dos cadastros, conforme a Cláusula 28 do TTAC, garantindo que as pessoas atingidas possam solicitar inclusão ou retificação de informações para acesso aos programas de indenização. Manifestação da Fundação Renova Em resposta à determinação da decisão do dia 06, a Fundação Renova se manifestou no processo no dia 9 de agosto, informando que o procedimento de avaliação dos requerimentos tem diversas fases, o que impossibilita definir o prazo exato para conclusão das análises, o que inclui o prazo dos advogados para sanar eventuais pendências. “Desse modo, não há como precisar o prazo para a conclusão dos requerimentos atualmente em tramitação, que retornaram para a fila de análise, em virtude da possibilidade de ser concedido prazo para o advogado do atingido sanar as irregularidades em cada uma das etapas em que é necessária a sua interação no sistema e de serem interpostos novos recursos pelos requerentes, conforme regramento vigente e acima resumido.” Ao final, a Fundação Renova disponibilizou imagens da tela de requerimentos, com o demonstrativo da quantidade de requerimentos em cada fase do procedimento. Recurso da Perita Após ser desconstituída como perita do juízo, a empresa Kearney Consultoria de Gestão Empresarial informou que paralisou as atividades e opôs recurso de Embargos de Declaração, em que pede para o juiz esclarecer pontos da decisão, como a análise dos casos que estavam em andamento, o pagamento dos honorários e o reembolso pelos investimentos realizados. “Tais questões dizem respeito, em resumo, (a) ao procedimento a ser adotado pela Kearney quanto às revisões de cadastros que já estavam em fase avançada de análise (com pedidos de documentos adicionais e esclarecimentos solicitados à Renova que já foram inclusive atendidos) e que pendem apenas de finalização, bem como aos respectivos honorários devidos à Kearney em razão desses trabalhos; e (b) ao reembolso correspondente aos investimentos realizados pela Kearney para a execução dos trabalhos, tendo em vista a interrupção prematura do fluxo de trabalho estabelecido em 2023 e apresentado na Etapa I, de modo que a Kearney não conseguirá amortizar tais investimentos conforme estipulado no plano de trabalho homologado.” Nova decisão em 14/08/2024 Diante da manifestação da Fundação Renova e do recurso da Kearney, o juiz, Dr. Vinícius Cobucci, proferiu nova decisão em que responde às informações e requerimentos apresentados. Sobre a manifestação da Renova, o juiz pontuou que as informações prestadas são insuficientes e que não estão acompanhadas de documentos comprobatórios. Determinou que a Fundação Renova apresentasse, no prazo de 48h, a comprovação de apreciação dos casos já concluídos; o status dos requerimentos que estavam pendentes de outras providências que impediram a sua finalização até o dia 15 de julho de 2024; e a comprovação documental dos casos que estavam sob tratativas dos advogados até o prazo de 15 de julho e daqueles que não foram devolvidos até a referida data. Fixou ainda o prazo de 30 dias para conclusão do acervo e para indicação de outros requerimentos que não se encontram entre os casos acima mencionados. Caso esta ordem judicial seja descumprida pela Renova, será aplicada a multa fixada na decisão anterior. “Se não devidamente demonstrado o cumprimento dos itens i, ii e iii, incide a multa fixada na decisão anterior, desde a intimação passada, já que a Renova não atendeu à determinação judicial a contento. A multa continuará a ser aplicada até devidamente demonstrada a conclusão de todos os procedimentos que voltaram ao backlog da Renova antes do dia 15 de julho de 2024. A Renova não interpretará a decisão judicial como bem entende, pois a ordem foi clara no sentido de apreciação dos 5.356 requerimentos, mencionados de forma genérica na ata de audiência como mais de 5.000, independentemente da localização do requerimento em eventual backlog do advogado. A tentativa de subversão da interpretação da ordem dada pelo juízo implicará multa por litigância de má-fé. Toda a comprovação deverá trazer a lista de todos os requerimentos indicados, com o número, fase, status, e movimentação, tal como foram apresentados os documentos anexos à petição.” Tratando dos pedidos da Kearney, a decisão reforça o encerramento imediato das atividades como perita do juízo, mesmo que ainda existam casos pendentes de providências. Define ainda que os investimentos realizados pela Kearney para realização dos trabalhos são parte do risco da atividade econômica, sendo o juízo responsável apenas pelo que prevê o plano de trabalho homologado, não havendo a fixação de um número determinado de cadastros a serem periciados. Desta forma, determina que a Kearney receba a remuneração apenas pelo trabalho feito com os requerimentos já processados, ainda que não finalizados. “Assim, por estar de boa-fé, a qual se presume, a Kearney faz jus à remuneração relativa apenas aos 3.655 requerimentos processados, independentemente de conclusão ou não, os quais não serão utilizados para fins da cláusula 28 do TTAC, para se assegurar a todos os atingidos a possibilidade de revisão pela própria Renova, observados os parâmetros da decisão anterior, em especial da LGPD.”

  • Pessoas atingidas de Governador Valadares participam de audiência para tratar sobre demandas relacionadas ao abastecimento de água

    Audiência aconteceu de modo híbrido e contou com a presença de membros da Comissão Local do Território 4, que participaram remotamente da sede da ATI  Os representantes da Comissão Local de Atingidas e Atingidos do Território 4 (Governador Valadares e Alpercata) participaram, no dia 20 de junho, de uma audiência com o juiz, Dr. Vinícius Cobucci Sampaio, da 4ª Vara Federal Cível e Agrária de Belo Horizonte, para tratar dos projetos de captação, tratamento e abastecimento de água, no âmbito do Eixo Prioritário nº 9, que trata da qualidade da água para consumo humano.  A audiência aconteceu de forma híbrida, com a participação on-line de 12 pessoas atingidas diretamente da sede da Assessoria Técnica Independente - Cáritas Diocesana de Governador Valadares (ATI CDGV), acompanhadas pela equipe da ATI CDGV. Participaram também representantes da Fundação Renova, do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), da empresa Aecom (perita oficial nomeado pelo Juízo Federal, no curso da Ação Civil Pública e em atendimento ao Eixo Prioritário nº 06 - Medição da Performance e Acompanhamento), do Comitê Interfederativo (CIF), Ministério Público e Defensoria Pública. A sessão teve início com a apresentação pela  Fundação Renova sobre as Estações de Tratamento de Água (ETA) de Governador Valadares. Os representantes da Renova destacaram que as ETAs Vila Isa e Recanto do Sonho, de acordo com o laudo do perito, estão prontas para avançar para a próxima fase de obras. Já a ETA Central possui duas pendências e a ETA Santa Rita ainda aguarda a conclusão do laudo pericial em desenvolvimento. A construção e ampliação da rede e do reservatório na ETA Santa Rita também foi debatida. A Fundação Renova destacou que aumentar a produção não resolveria o problema de distribuição e sugeriu que o SAAE fizesse intervenções na distribuição. A Renova informou ainda que não poderia fazer essas intervenções na rede de distribuição, pois está fora do escopo do Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC). O SAAE disse que irá se manifestar após analisar a questão com sua equipe técnica. O debate prosseguiu sobre as obras nas ETAs Central, Vila Isa e Recanto dos Sonhos. O juiz, Dr. Vinícius Cobucci, questionou sobre os prazos apresentados no cronograma. A Fundação Renova explicou que, para realizar as melhorias em uma ETA que já está em funcionamento, depende de negociações e autorizações do operador e que é preciso respeitar uma dinâmica operacional, por isso leva um tempo maior.  Questionada pelo Ministério Público sobre a operação da adutora, a Fundação Renova informou que a obra está pronta e que as pendências são por parte do SAAE. O representante do SAAE se manifestou dizendo que entende que a obra ainda não foi entregue, pois está em processo de complementação e quando todo o sistema estiver funcionando corretamente, é preciso iniciar a operação assistida, com treinamento dos funcionários, que pode acontecer em até 90 dias. O juiz e as partes concordaram em dividir a perícia das obras em três momentos: 1) melhorias nas ETAs Vila Isa, Recanto dos Sonhos e Central; 2) interligação da adutora dentro da ETA; e 3) todas as Unidades de Tratamento de Resíduos (UTRs) de Governador Valadares junto à obra de ampliação da ETA Santa Rita. Ao fim das discussões, foi definido que a perita AECOM teria cinco dias úteis para adequar a proposta de honorários. O juiz, Dr. Vinícius, também determinou a intimação da AEGEA Saneamentos S.A., vencedora da concessão dos serviços de saneamento em 2023, para participar do processo juntamente com o SAAE. Fala das pessoas atingidas As atingidas Joelma Fernandes Texeira, Lanla Maria Soares de Almeida e Tânia Maria Storck expressaram preocupações sobre a segurança do abastecimento de água e a necessidade de agilidade e transparência nas ações de reparação. O juiz esclareceu que as demandas da comunidade devem ser encaminhadas ao Ministério Público e à Defensoria Pública e informou que o Judiciário só pode atuar quando provocado oficialmente.  Entenda A audiência aconteceu após a sentença datada de 21 de maio de 2024, que estabelece novas diretrizes para garantir a qualidade da água fornecida aos territórios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão. Em linhas gerais, a decisão fez uma retrospectiva das ações realizadas desde o desastre socioambiental e destacou a decisão proferida em 30 de agosto de 2023, que propôs criar planos de trabalho específicos para cada localidade atingida.  Os planos foram divididos em três etapas, em que a perita ficou 1) responsável pelo levantamento detalhado das intervenções e identificação das pendências, 2) verificar se as obras foram realizadas de acordo com os projetos aprovados e 3) monitorar a qualidade da água após a conclusão das obras.  Para atendimento ao objeto da perícia da decisão Judicial, o Perito propôs as seguintes atividades: Marco A – Perícia da Engenharia (Projetos): Levantamento e consolidação das intervenções realizadas; Sessão técnica; Avaliação dos projetos de engenharia; Elaboração de laudo pericial. Marco B – Perícia das Intervenções Realizadas (Obras): Sessão técnica; Visita técnica às obras; Elaboração de laudo pericial. Marco C – Perícia da Qualidade da Água: Coleta de amostras da água bruta e tratada e análises laboratoriais; Análise de consistência e validação dos dados (QA/QC); Elaboração de laudo pericial. Após a realização das atividades previstas, para cada marco será elaborado o laudo pericial. A ideia é que com o monitoramento contínuo e execução das obras supervisionadas pela perita, as comunidades atingidas tenham a garantia do cumprimento dos prazos e garantia da qualidade do fornecimento de água.  Com o objetivo então de tratar sobre os laudos da AECOM e as questões pendentes a serem tratadas, com a finalidade de acelerar as resoluções, o juiz Dr. Vinicius Cobucci designou audiências híbridas para as cidades atingidas, em diferentes dias e horários para cada localidade, para que os temas sejam abordados de modo individualizado.

  • Ilheiras e ilheiros em busca de reconhecimento como Povos e Comunidades Tradicionais

    Programa “Próximos Passos” da CIMOS/MPMG avança com visitas a algumas ilhas de Governador Valadares e Alpercata   Nos dias 18, 19 e 20 de julho, ilheiras e ilheiros de Governador Valadares e Alpercata receberam a visita de antropóloga credenciada da Coordenadoria Regional de Apoio Comunitário, Inclusão e Mobilização Sociais do Vale do Rio Doce (CIMOS-VRD) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), para continuidade do programa “Próximos Passos”, que busca a efetivação de direitos fundamentais de Povos e Comunidades Tradicionais (PCT) no estado e pode auxiliá-los nas etapas para o reconhecimento como comunidade tradicional. As ilheiras e ilheiros são famílias que utilizam as ilhas ao longo do rio Doce como locais de moradia, produção de alimentos e criação de animais, de geração a geração. Organizados na Comissão Local de Ilheiras e Ilheiros, e com apoio da Assessoria Técnica Independente – Cáritas Diocesana de Governador Valadares, a categoria aderiu ao programa em encontro com a CIMOS na comunidade de Ilha Brava, no dia 25 de abril ( leia matéria aqui ). Agora em mais uma etapa, foram feitas as primeiras visitas, nas ilhas conhecidas como Ilha da Pimenta, Ilha Fortaleza, Ilha Brava, Ilha das Gameleiras, Ilha Campos e Ilha do Futuro. Ilheiras e ilheiros como José Alves, Joelma Fernandes, Romero Coelho e Bemvindo Pereira, de Governador Valadares, e o casal Fábio Júnior e Cintia Campos, de Alpercata, entre outros, acompanhados pela equipe da ATI, conversaram com a técnica da CIMOS sobre seus costumes, práticas de agricultura familiar e relação com a terra e com o rio Doce.  Antes e Depois do Rompimento “A cana de Valadares vem toda daqui”, disse um produtor, sobre a cultura de cana de açúcar em algumas ilhas. Produz-se feijão, mamão, mandioca, banana, mexerica, coco, manga, jabuticaba, urucum, limão. Contudo, após o rompimento, a produção foi prejudicada e algumas culturas desapareceram.  Foram relatadas perdas de plantações (como quiabo e capim mombaça), árvores frutíferas (como laranja e limão), criações (como de abelhas) e bens materiais (como bens imóveis, ferramentas e motor), em um ciclo que se repete a cada cheia. “Todos plantavam na vazante do rio, mas agora não conseguem mais porque os blocos de lama ficam duros ao ponto de parecerem tijolos”. Outro ilheiro destacou que foi indenizado por parte dos danos, mas que a esposa e os filhos não tiveram acesso nem mesmo ao dano água. No entanto, apesar das adversidades, compartilham o desejo de preservar seu modo de vida tradicional e de sustento. Com uma reparação justa. “Se o rio Doce acabar, acho que minha vida acabou”, disse um dos ilheiros.  Programa “Próximos Passos” Dando seguimento ao programa, novas visitas serão agendadas nas outras ilhas da região com o objetivo de promover ações conjuntas com as comunidades. Neste sentido, no dia 30 de abril, a Comissão Local do Território 4 (Governador Valadares e Alpercata), por meio da Comissão Local das Ilheiras e Ilheiros, oficiou a Comissão Estadual para o Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais, pleiteando o reconhecimento.   O ofício aponta que: “Embora a categoria Ilheiros não tenha sido identificada na Comissão Estadual com uma categoria de tradicionalidade em Minas Gerais, observamos que existe uma categoria semelhante, denominada de Ilhéus, conforme consta no Protocolo de Consulta aos Ilhéus e Ribeirinhos do rio Paraná atingidos pelo Parque Nacional e APA de Ilha Grande, já reconhecida pelo Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CONPCT)”. A Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável para Povos e Comunidades Tradicionais (Decreto Nº 6.040/2007) e a Política Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais (Lei Nº 21.147/2014), entre outros direitos e necessidades específicas, assegura a construção de um protocolo de consulta prévia livre e informada – um conjunto de regras criado pelos próprios que deve ser seguido pelo Estado ou demais organizações quando forem apresentar um projeto que impacta ou interfere na comunidade.   Para as ilheiras e ilheiros, esse reconhecimento é fundamental para proteger seus direitos em relação ao território, recursos e conhecimentos tradicionais – e também no contexto da reparação.

  • Câmara Técnica de Organização Social e Auxílio Emergencial volta a se reunir presencialmente após paralisação

    Atingida da Comissão Local do Território 4 (Governador Valadares e Alpercata) esteve presente na reunião de retomada das atividades presenciais da CT-OS (Câmara Técnica de Organização Social e Auxílio Emergencial) Após um ano e meio de paralisação, a Câmara Técnica de Organização Social e Auxílio Emergencial voltou a se reunir de forma presencial, durante os dias 10 e 11 de julho, na 66ª Reunião Ordinária realizada em Belo Horizonte. A 65ª reunião ocorreu no mês de junho deste ano, mas de forma virtual, assim como a 64ª e 63ª reuniões, realizadas em 2022 - a última reunião presencial havia sido a 62ª, também em 2022.   A pauta da reunião trouxe apresentações e discussões sobre o Programa de Levantamento e Cadastro (PG 01), o Programa de Indenização Mediada (PG 02), o Programa de Auxílio Financeiro Emergencial (PG 21), o Programa de Assistência aos Animais (PG07) e o Programa de Proteção Social (PG05).  Estiveram presentes representantes dos governos do estado de Minas Gerais e do Espírito Santo, do Governo Federal, da Fundação Renova, pessoas atingidas de diversos territórios, apoiados pelas Assessorias Técnicas Independentes, e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Minas Gerais (OAB-MG). Uma das pessoas atingidas que participaram como ouvinte e tiveram seu momento de fala durante a plenária foi Lanla Maria Soares, da Comissão Local do Território 4 - que   abrange os municípios de Governador Valadares e Alpercata. Em sua fala, Lanla lembrou que os programas de cadastro, indenização e auxílio financeiro emergencial são de vital importância para os atingidos.  “A CT-OS ficou esse tempo todo parada, mas espero que a Fundação Renova não tenha ficado. Então eu queria saber se tem algum plano, algum projeto em relação a esses itens?” , questionou.  Durante a reunião foi entregue um abaixo-assinado de pessoas atingidas, reivindicando a realização das reuniões da CT. Destaca-se que, enquanto esteve paralisada, questões que deveriam ser analisadas tecnicamente pela CT-OS passaram a ser decididas judicialmente, sem debates no sistema de governança. Participação das pessoas atingidas no sistema de governança É importante lembrar que o sistema de governança, estabelecido pelo Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC, assinado em 2016), e aprimorado pelo Termo de Ajustamento de Conduta Governança (TAC-GOV, assinado em 2018), garante vagas para as pessoas atingidas nas instâncias de participação do processo de reparação. Também garante o custeio dessa participação através do Orçamento Atingidos. Com o processo de consolidação das comissões territoriais concluído, o próximo passo é a articulação das câmaras regionais, previsto para ocorrer no mês de agosto de 2024, no Encontro da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte do Espírito Santo, onde serão escolhidos(as) os(as) representantes entre as pessoas atingidas de todos os territórios para ocuparem as vagas.  Além das 11 Câmaras Técnicas, cujo objetivo é orientar tecnicamente as deliberações do CIF (que atualmente soma mais de 800 deliberações), outros espaços também preveem vagas e custeio para a participação das pessoas atingidas, como o Fórum de Observadores, Câmaras Regionais, Conselhos Consultivo e Curador da Fundação Renova, participação nas reuniões mensais da Diretoria Executiva da Fundação Renova, além do próprio Comitê Interfederativo. Enquanto aguardam a implementação do Orçamento Atingidos e o Encontro da Bacia, as pessoas atingidas de Governador Valadares e Alpercata têm participado por conta própria dos espaços como ouvintes, com o acompanhamento da ATI - Cáritas Diocesana de Governador Valadares.

  • Atingidos de Governador Valadares e Alpercata participam da 7ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce

    Assessoria Técnica Independente do Território 4 (Governador Valadares e Alpercata) esteve presente para apoiar as pessoas e realizar ações de educação em temas relacionados ao desastre e a reparação integral Uma jornada de luta, resistência e fé. É assim que pode ser definida a 7ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce, contou com a participação dos Atingidos do Território 4 acompanhados pela sua Assessoria Técnica Independente - Cáritas Diocesana de Governador Valadares (ATI CDGV) e que reuniu milhares de romeiros no município de Naque (MG), no dia 16 de junho. O evento ocorre anualmente e representa um grito de esperança para a população atingida pelo rompimento da barragem de Fundão.  O tema deste ano foi “Bacia do Rio Doce, nossa Casa em Comum”, cujo lema, inspirado em versículo bíblico, foi “Construindo novos céus e nova terra, com repactuação justa e participação popular”.  A romaria teve início às 6h manhã, com acolhida dos romeiros, momentos de reflexão e oração. Logo em seguida, a partir das 8h, os participantes, que vieram de diversos municípios e comunidades ribeirinhas da bacia, iniciaram a caminhada de 2 quilômetros segurando banners, faixas e cartazes com mensagens de justiça social e preservação ambiental, em prol de um “Rio Doce vivo”.  Joelma Fernandes, atingida de Governador Valadares, foi uma das participantes. “A romaria é uma forma de mostrarmos a nossa força e que não desistimos da luta. Queremos justiça e a recuperação do Rio Doce”, afirmou.  José Alves, outro atingido de Governador Valadares presente, considerou muito importante a participação das pessoas atingidas. “Mostramos a nossa fé e luta. Daqui do meu bairro foram dois ônibus que saíram e sabemos da importância daquela romaria, que reúne pessoas de várias cidades da bacia. No próximo ano, seja onde for, estaremos juntos novamente e vamos mobilizar mais pessoas para estarem indo conosco, pois devemos sempre estar presentes em todo movimento que tiver em busca do direito da população atingida e por um rio limpo. Tivemos, também, todo o apoio da ATI, sempre com muito zelo e carinho conosco, que é algo muito importante para a nossa luta”, refletiu.  Durante o percurso, em procissão, houve diversos momentos de reflexão e ações simbólicas pelas ruas da cidade e águas do Rio Doce, que contou com um cortejo de embarcações. Ao final da caminhada, uma missa campal foi celebrada pelos bispos diocesanos Dom Antônio Carlos Félix e Dom Francisco Cota de Oliveira, respectivamente das diocesanas de Governador Valadares e Sete Lagos.  “A 7ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce não é apenas uma peregrinação religiosa, mas um grito coletivo por justiça, respeito e dignidade. É um lembrete poderoso de que a luta pela preservação ambiental e pelos direitos da população atingidas é uma jornada contínua, que exige união, fé e perseverança. A força das águas e da terra, representada pelos romeiros, mostra que, mesmo diante das adversidades, a esperança floresce e a luta continua”, afirmou Wellington Azevedo, coordenador geral da ATI CDGV.  Ao final da celebração, foi lida uma carta dos romeiros e romeiras da Bacia do Rio Doce, com as suas principais pautas em relação processo reparatório, repactuação e defesa do meio ambiente. A carta na íntegra pode ser lida acessada AQUI. A próxima romaria será no município de Mariana (MG).  Intercâmbio de atingidos entre territórios e Bacias   A Assessoria Técnica Independente - Cáritas Diocesana de Governador Valadares esteve presente para apoiar as pessoas atingidas e realizar atividades voltadas para crianças e adolescentes. De acordo com o Plano de Trabalho da ATI CDGV, está prevista a realização de ações de educação em temas relacionados ao desastre e a reparação integral, que podem ocorrer no âmbito de atividades de “Intercâmbio de atingidos entre territórios e Bacias”.  Nesse sentido, foram realizadas oficinas que tiveram como objetivo comunicar, por meio do olhar das crianças expressado em desenhos e fotografias produzidas durante a romaria, suas realidades vivenciadas na bacia.  Ao todo foram 16 ilustrações que, em sua maioria, retratam o Rio Doce. Os desenhos foram colados em um tapete e apresentados ao final pelas crianças no altar missa campal. Na oportunidade, a criança Lorenzo Giovanni Alves Vieira, do Território 4, também recitou o poema “Um Dia, Um Rio”. O texto, escrito por Léo Cunha,  aborda de maneira sensível e poética o desastre ambiental ocorrido em razão do rompimento da barragem. A obra narra a tragédia do ponto de vista do próprio Rio Doce, que personificado, expressa sua dor e sofrimento ao ser contaminado pela lama de rejeito de minério. O poema foi uma oportunidade para os presentes refletirem sobre a relação entre o homem e a natureza, a devastação ambiental e a importância da preservação dos recursos naturais. Os desenhos e as fotografias serão expostas ainda na sede da ATI CDGV e de forma itinerante, nos espaços participativos organizados pelas Comissões Locais de Atingidos do Território 4.

  • Instituições de Justiça pedem indenização estimada em R$ 10 bilhões para as mulheres atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão

    Nota Técnica produzida pela ATI - Cáritas contribuiu na fundamentação da Ação Civil Pública que visa o reconhecimento da responsabilidade das empresas mineradoras e Fundação Renova pelos danos ocasionados às mulheres atingidas As Instituições de Justiça – Ministérios Públicos Federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo, além das Defensorias Públicas da União e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo – entraram com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Fundação Renova e as empresas mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton, na 4ª Vara Federal de Belo Horizonte. A ação, ajuizada no dia 21 de junho, visa responsabiliza-las pelos danos causados às mulheres atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. As IJs pedem que as empresas e a Renova paguem, de forma solidária, indenizações mínimas de R$ 135.552,00 para cada mulher atingida pelos danos materiais, mais  R$ 36 mil, no mínimo, pelos danos morais sofridos. Também solicitam uma indenização de R$ 3,6 bilhões pelos danos morais coletivos. O documento argumenta que, durante o processo de reparação, as mulheres foram invisibilizadas e prejudicadas, de acordo com a perspectiva de combate à violência de gênero do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A fundamentação da ação é baseada em diversos marcos legais e internacionais que garantem a proteção contra a discriminação, na Política Nacional de Populações Atingidas por Barragens, que reconhece legalmente os direitos das mulheres atingidas e na Nota Técnica “Análise dos danos sofridos pelas mulheres atingidas em razão do rompimento da barragem de Fundão nos oito anos de espera pela reparação integral: desafios e recomendações” produzida pela Assessoria Técnica Independente - Cáritas Diocesana de Governador Valadares (ATI CDGV), entre outros documentos que fundamentaram a ACP.  No “Relatório Preliminar sobre a Situação da Mulher Atingida pelo Desastre do rio Doce no Estado do Espírito Santo”, elaborado pela Defensoria Pública do Espírito Santo, revela a falta de integração entre as iniciativas de reparação e as políticas públicas de atendimento à mulher, bem como a exclusão das mulheres em diversas etapas do processo reparatório. Segundo o relatório, dados da Fundação Renova mostram que apenas 39% das entrevistadas para o cadastro de reparação eram mulheres e apenas 34% eram responsáveis economicamente pela casa. O dado chama a atenção para um modelo de família patriarcal adotado pela Fundação Renova, que dificultou, como consequência, o acesso das mulheres aos seus dados e a correções de informações. “É importante lembrar que o citado cadastro representa a porta de entrada da Fundação Renova para os outros 41 (quarenta e um) programas de reparação ambiental e socioeconômica. Assim, a ausência de participação das mulheres na coleta de dados na base da reparação trouxe efeitos danosos de caráter excludente e invisibilizador da realidade das mulheres antes e depois do desastre”, destaca a ACP.  A Ação Civil Pública chamou a atenção ainda para a violação sistemática dos direitos humanos, com enfoque especial nas mulheres atingidas. Entre os pontos abordados, estão: Invisibilidade dos Ofícios : Muitas mulheres tiveram suas atividades econômicas e sociais ignoradas durante os processos de cadastramento e compensação. Dependência e Cadastro : As mulheres foram frequentemente registradas como dependentes em cadastros familiares, o que agravou suas vulnerabilidades. Violência de Gênero : O aumento da violência doméstica e de gênero no contexto pós-desastre é um dos aspectos críticos abordados. Danos à Saúde : O tratamento discriminatório e a sobrecarga de atividades resultaram em danos significativos à saúde física e mental das mulheres. As IJs destacaram a necessidade de interseccionalidades, especialmente para mulheres negras, indígenas e de comunidades tradicionais. Em caráter liminar, requerem às empresas e a Fundação Renova:  Atualização e correção imediata do cadastro das mulheres atingidas para acesso a programas de indenização. Apresentação em juízo das manifestações na Ouvidoria da Fundação Renova. Garantia de acesso imediato das mulheres cadastradas na Fase 01, prioritariamente, a auxílios e programas de indenização. Pagamento integral e retroativo das verbas devidas às mulheres. Disponibilização de canais de atendimento adequados para as mulheres atingidas. Busca ativa para localizar e cadastrar todas as mulheres ainda não indenizadas. Proibição de comportamentos discriminatórios contra as mulheres. Encerramento da discriminação entre titulares e dependentes no cadastro. Apresentação do número atual de mulheres cadastradas, indenizadas e não indenizadas. Diante dos argumentos apresentados à Justiça e pedido de condenação das empresas mineradoras e Fundação Renova, o valor estimado da ação é de R$ 10 bilhões, que compreende:  Indenização mínima de R$ 135.552,00 para cada mulher afetada por danos materiais. Indenização mínima de R$ 36.000,00 por danos morais individuais. Indenização de R$ 3,6 bilhões por danos morais coletivos, com 15% destinados à saúde das mulheres no SUS. Indenização de R$ 3,6 bilhões por danos sociais, com 15% destinados à saúde das mulheres no SUS. Implementação de ações afirmativas de gênero nos programas de reparação. O juiz responsável analisará ação, com pedido de tutela de urgência. Essa é uma medida provisória solicitada pelas Instituições de Justiça para que sejam adotadas ações imediatas a fim de proteger os direitos das mulheres atingidas, antes do julgamento final da ação. O juiz pode conceder ou negar essa tutela com base nos argumentos e evidências apresentados. Nota Técnica produzida pela ATI contribuiu para fundamentar decisão A ATI CDGV enviou às Instituições de Justiça, no dia 13 de maio de 2024, a Nota Técnica nº 02/2024, que faz uma análise dos danos sofridos pelas mulheres atingidas em razão do rompimento, com foco nos desafios a serem enfrentados e recomendações.  O documento foi elaborado a partir de informações do Registro Familiar que vem sendo aplicado no Território 4 (Governador Valadares e Alpercata) pela assessoria técnica independente, relatório “O Rompimento da Barragem de Fundão na Perspectiva das Mulheres Atingidas: Uma Análise de Gênero” da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e relatos das mulheres nos espaços participativos promovidos pela ATI CDGV.  A Nota Técnica chama a atenção para o fato de que os prejuízos vivenciados pelas mulheres no âmbito do rompimento, descritos ao longo do documento, não foram reparados e novos danos sucederam em decorrência de um modelo reparatório que reproduz perspectivas machistas e patriarcais da sociedade.  Nesse sentido, o documento faz uma série de recomendações de medidas reparatórias de danos sofridos pelas mulheres, tais como acesso à informação escuta especializada, reconhecimento de suas atividades produtivas (com atenção para a cadeia de pesca, agricultura familiar, comércio e prestação de serviço), atenção à saúde física e mental, acesso aos programas de indenização, revisão de cadastro, entre outras medidas.  ATI e mulheres atingidas Além da Nota Técnica, a ATI CDGV também esteve engajada em duas rodas de conversa voltadas para ouvir as mulheres atingidas e registrar suas demandas. A primeira ocorreu no dia 16 de março de 2024, no bairro Recanto dos Sonhos, com o tema “O mês de março e a luta da mulher atingida”.  A segunda ocorreu no dia 26 de abril de 2024, no bairro Vila Isa. Os espaços participativos, voltados para o público feminino e chamados de “Encontro com as Mulheres Atingidas”, tem como objetivo direcionar um olhar à mulher atingida em sua totalidade, identificando as suas particularidades e individualidades. Também busca verificar como se dá à participação das mulheres no processo reparatório, além abordar os diversos aspectos de violação de direitos que sofrem no âmbito da reparação: gênero, racismo ambiental, trabalho, saúde, família, meio ambiente, entre outros tópicos.  Para isso, em ambos os espaços que foram promovidos, a Assessoria Técnica Independente criou um espaço seguro e acolhedor para que as mulheres pudessem compartilhar suas experiências, refletir sobre suas vivências e fortalecer sua participação no processo de reparação. Tudo isso com a utilização elementos simbólicos e artísticos adotados como recursos metodológicos, que facilitaram a expressão e a conexão emocional com os temas debatidos. Confira abaixo as fotos da roda de conversa no Vila Isa:

  • Justiça acolhe recurso da Fundação Renova e suspende temporariamente decisão sobre o Auxílio Financeiro Emergencial

    Decisão anterior determinou medidas para garantir direito ao Auxílio Financeiro Emergencial (AFE) às pessoas atingidas que tiveram elegibilidade negada por terem aderido ao Novel O desembargador Ricardo Machado Rabelo, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), acolheu o recurso da Fundação Renova e suspendeu temporariamente a decisão proferida pela 4ª Vara Federal Cível e Agrária da Subseção Judiciária de Belo Horizonte, que determinou uma série de medidas para garantir o direito ao pagamento do Auxílio Financeiro Emergencial (AFE) às pessoas atingidas que já receberam indenizações do sistema Novel.  A decisão anterior, do dia 25 de março de 2024, buscou assegurar que os pedidos de acesso ao AFE fossem analisados de forma individualizada e fundamentadas, sem que o pagamento de indenização ou a assinatura de termos de quitação fosse utilizada como justificativa para negar a elegibilidade ao benefício. A sentença foi consequência das reclamações das pessoas atingidas, relatadas às Assessorias Técnicas Independentes e levadas pelas Instituições de Justiça ao processo, sobre a Fundação Renova ter negado o direito ao AFE, alegando que essas pessoas haviam aderido ao termo de quitação do Novel.  “Admitir a quitação irrestrita com efeitos futuros, especialmente em relação ao AFE, implica violação ao princípio da reparação integral. Se a quitação foi dada, por que reparar? As atividades econômicas do atingido são continuadas e se desenvolvem ao longo do tempo. Desta forma, o AFE deverá ser pago, enquanto não forem retomadas as condições para o exercício das atividades econômicas e produtivas pré-rompimento”, argumentou o juiz, na sentença do dia 25 de março de 2024. No entendimento do juízo de primeiro grau não há sobreposição de programas, em se tratando de atingidos que se inscreveram e receberam o Novel. Ou seja, quem recebeu o Novel pode e deve continuar com o direito de receber o AFE, por se tratarem de verbas de caráter distinto.  Agora, na nova decisão proferida do dia 8 de julho de 2024, o desembargador Ricardo Machado Rabelo expressou uma visão diferente dos argumentos apresentados anteriormente, ao destacar que a questão não é tão simples na sua avaliação. “Não é tão clara ou de fácil percepção, uma vez que o AFE e o Novel geraram efeitos indenizatórios e, via de consequência, produziram quitações dos valores aos pagantes”, destacou.  Em outras palavras, de acordo com a nova decisão, se o AFE e o Novel resultaram em indenizações, que tiveram como consequência a realização dos pagamentos, é possível que exista uma sobreposição de indenizações, ocasionando assim situações em que os pagamentos podem ser feitos duas vezes pelo mesmo fato.  Diante disso, o desembargador recomenda cautela para evitar alegações de violação ao Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), ao princípio isonômico ou “interferência de interesses inescrupulosos e nocivos à mais justa e completa indenização dos realmente impactados pela tragédia”. Por fim, a decisão proferida estabelece:  Suspensão temporária da condenação ao pagamento de multa por litigância de má.   Na decisão anterior, o juiz reconheceu o prejuízo ao processo de reparação e aplicou multa no valor de R$ 250 mil à Fundação Renova por litigância de má fé (agir com o objetivo de causar dano ao processo), com a justificativa de que a entidade “atua deliberadamente em sentido contrário à sua finalidade de reparação e tutela o interesse econômico de suas mantenedoras”. Pagamentos do Auxílio Financeiro Emergencial devem continuar, exceto para aqueles que já receberam o Novel. A Fundação Renova continua obrigada a apresentar a listagem das pessoas atingidas com elegibilidade ao AFE negada,  dentro do prazo assinalado pelo juízo de primeiro grau da decisão anterior.  Suspensão do prazo de 90 dias que havia sido estabelecido para cumprir a decisão anterior. Ou seja, a suspensão vai durar até que o relator decida novamente sobre o caso. Esta decisão é uma antecipação dos efeitos da tutela recursal, que analisa a probabilidade do direito e a possibilidade de ocorrência de risco ao resultado útil do processo. Ou seja, inicialmente  o desembargador decidiu a favor dos pedidos apresentados pela Fundação Renova, porque entendeu que a decisão do juízo de primeiro grau poderia causar lesão grave e de difícil reparação à Renova.  As Instituições de Justiça, os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e a União serão intimados para responder ao recurso. Após a resposta, haverá uma nova decisão pelo TRF6 e poderá manter ou alterar o que foi estabelecido na decisão do dia 8 de julho de 2024.

  • ATI Cáritas realiza formação em Direitos Humanos para as lideranças atingidas

    Formação ocorreu em dois dias e reuniu cerca de 50 lideranças atingidas A Assessoria Técnica Independente - Cáritas Diocesana de Governador Valadares promoveu uma formação, nos dias 10 e 13 de abril, sobre Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCA) e vulnerabilidade social em razão do rompimento da barragem de Fundão, para cerca de 50 pessoas atingidas que estiveram presentes.  A formação ocorreu na sede da ATI Cáritas e contou com a presença de representantes de todas as Comissões Locais de Atingidos. A atividade consta como um dos objetivos do Plano de Trabalho do projeto, que prevê a realização de ações de educação em temas relacionados ao desastre e a reparação integral.  O conteúdo programático fez diversas abordagens, com métodos da educação em direitos humanos, incentivo à aprendizagem participativa e o pensamento crítico. “Por meio da criação de um espaço democrático e respeitoso, foi possível socializar e construir, coletivamente, conceitos de difícil compreensão, além de discutir temas correlatos e que perpassam as questões do rompimento, como o direito ao meio ambiente adequado”, destacou Daphinne Nogueira, assessora técnica em direito da ATI Cáritas e que ministrou a formação. A programação contou com uma divisão em três fases, que buscaram o resgate da memória sobre o momento do rompimento e como afetou a população atingida, a participação efetiva das pessoas envolvidas e a escuta ativa em prol do desenvolvimento coletivo do tema dos direitos humanos.  Um dos participantes foi o pescador José Alves, da Comissão de Atingidos da Pesca, que considerou o tema abordado muito importante. “Até então não tínhamos entendimento do que se tratava os Direitos Humanos. Então achei muito proveitosa a formação, porque podemos nos apropriar um pouco sobre o tema. Acredito que para os atingidos é indispensável estarmos nos apropriando dessas temáticas que perpassam a questão da reparação, pois não é só participar de um momento como esse da formação, é refletir o que significa de fato os assuntos que são de interesse dos atingidos. O pessoal da ATI está de parabéns pela luta junto com o povo, foram compartilhados muitos conhecimentos que interessam a todos os atingidos, pois quanto mais por dentro das coisas a gente ficar, mais fácil fica para estarmos discutindo sobre os projetos que tem que ser discutidos e buscar os nossos direitos. Portanto, só temos a ganhar com essa formação”, destacou.  Outra participante foi Lanla Maria, da Comissão Local de Nossa Senhora das Graças.  “Foi de grande valia para nós na luta pelos direitos dos atingidos. Porque tudo aquilo que traz conhecimento, fortalece a luta. E esse curso trouxe conhecimento, abriu a nossa visão e com certeza nos deu uma bagagem para a gente seguir lutando”, afirmou.  A formação ainda contou com espaço de acolhimento (brinquedoteca) para crianças e adolescentes.

  • Governador Valadares sedia 77ª Reunião Ordinária do Comitê Interfederativo

    Atingidos do Território 4 (Governador Valadares e Alpercata) tiveram oportunidade de fala e apresentaram suas pautas A cidade de Governador Valadares foi sede da 77ª Reunião Ordinária do Comitê Interfederativo (CIF), ocorrida nos dias 27 e 28 de junho. A reunião contou com a presença de representantes da União, governos estaduais, municípios, Assessorias Técnicas Independentes (ATIs) e pessoas atingidas da Bacia do Rio Doce e do sul da Bahia (BA), que lotaram o auditório reservado para tratar e deliberar sobre as questões relacionadas ao processo reparatório em razão do rompimento da barragem de Fundão.  O CIF foi presidido por Sérgio Augusto Domingues, superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Minas Gerais. Também compuseram a mesa Margareth Saraiva, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama); Juliane Barroso, da Secretaria de Trabalho, da Assistência e Desenvolvimento Social (SETADES);Jadilson Gomes, membro atingido do Espírito Santo; Antônio Gomes, membro atingido suplente; Renato Carvalho, secretário executivo do CIF; Betinna Tassis, da Secretaria Municipal de Turismo de Governador Valadares; Renoir Savio Leite dos Santos, da Secretaria Geral da Presidência da República; entre outros presentes que participaram de modo on-line.  Durante os dois dias de reunião, entre as pautas tratadas, foram discutidos temas como aprovação da ata da reunião anterior, prazos para ressarcimento de gastos públicos extraordinários, relatórios da Ouvidoria da Fundação Renova, análise de pleitos de municípios atingidos, planos de ação de saúde, projetos de economia e inovação, monitoramento da biodiversidade e construção do Centro de Informação Técnica (CIT) de Governador Valadares (para acessar a pauta em detalhes, clique AQUI ) . A ATI - Cáritas Diocesana de Governador Valadares esteve presente para acompanhar e apoiar as pessoas atingidas.  As pessoas atingidas tiveram oportunidade de expor suas demandas, com um tempo médio de três minutos concedido aos inscritos para se manifestar em microfone aberto e ter seus depoimentos registrados em ata. Lanla Maria, da Comissão Local de Atingidos e Atingidos do Território 4, aproveitou o espaço para expressar a sua preocupação com a falta de políticas públicas para pescadores profissionais e externar, o seu descontentamento, em relação às negociações da repactuação sem participação popular. “Um ponto que fomenta tristeza no meu coração é a repactuação que se aproxima sem a participação do atingido, sem participação popular. Outro ponto é que, até hoje, a gente não vê nada relacionado ao pescador profissional, não existe uma política  traçada para uma profissão que foi praticamente extinta na Bacia do Rio Doce e que dependia exclusivamente da pesca para sobreviver. Não tem como não pensar que o assunto é tratado com descaso”, destacou Lanla. Na sequência, Lanla apresentou e protocolou um ofício elaborado pela Comissão do Território 4, construído com o auxílio da Assessoria Técnica Independente - Cáritas Diocesana de Governador Valadares, que trata da preocupação e pedido de apoio nas tratativas de questões relativas ao abastecimento hídrico de Governador Valadares e Alpercata. “Precisamos de ajuda, tem bairros aqui em Valadares que chegam a ficar mais de 20 dias sem água e queremos esclarecimentos, pois dizem que a adutora é de caráter emergencial, mas não é isso que consta na Cláusula 171 do TTAC. Então o que é emergencial? É outra tragédia para a gente poder usufruir do benefício da adutora? Ou é para ajudar a população nesse quesito? Queremos saber”. O documento foi endereçado ao CIF, Câmara Técnica de Segurança Hídrica e Qualidade de Água (CT-SHQA), Fundação Renova e Ouvidoria da Fundação Renova.  Joelma Fernandes, também da Comissão do Território 4, em sua fala ressaltou a necessidade da realização de mais reuniões do CIF em Governador Valadares, por ser uma cidade central da Bacia do Rio Doce e, assim como Lanla, também enfatizou a sua preocupação com a questão do abastecimento de água da cidade e a inutilidade da nova adutora. “A adutora está só construída, mas é um elefante branco e nós não precisamos de elefante branco em Governador Valadares. Diz que é só para situações de emergência, nós não queremos nada de emergência não, nós queremos sair da dependência do Rio Doce, já que suas águas estão contaminadas. A saúde da cidade está em risco, considerando que o corpo humano é composto por cerca de 70% de água. Consumir, cozinhar e até tomar banho com água contaminada pode causar doenças. Valadares vive essa realidade dramática há quase nove anos, sem providências efetivas.”, alegou Joelma.  Para saber mais sobre a questão da nova adutora, CLIQUE AQUI . Ageu José, também membro da comissão do Território 4, denunciou uma mancha que tem aparecido nas águas do Rio Doce, que de acordo com seu relato, disse acreditar ser proveniente do sistema de captação de água. “Tenho uma denúncia a fazer. Temos gravado um vídeo, de agora dia 23 de junho de 2024. Toda semana os sistemas de captação de água são lavados e lançam novamente no Rio Doce a sujeira. Aí vemos aqui no vídeo, o outro lado do rio na Ilha dos Araújos, as águas são limpas, do outro lado de cá do bairro São Tarcísio, são sujas. Valadares, com 300 mil habitantes, foi esquecido e infelizmente a Renova não faz nada por Valadares”. Após seu relato, o presidente do CIF afirmou que buscará detalhar a denúncia para entender melhor sobre o conteúdo apresentado. O vídeo mostrado pelo atingido Ageu pode ser conferido logo abaixo: Creuza Maria Magri, outra integrante da Comissão do Território 4, relatou como sua casa, que nunca havia sido atingida por enchentes antes do rompimento, agora é invadida por água e rejeitos de minério em qualquer cheia do Rio Doce. Afirmou ter perdido todos os móveis e plantas medicinais, além de chamar a atenção para os gastos que tem com produtos de limpeza e água mineral. "Eu deveria ter guardado como prova os panos que eu enxuguei a minha casa, porque ficaram todos engordurados e duros quando secaram. A minha casa está toda danificada, perdi móveis e não tenho mais condições de adquirir uma nova mobília. Além disso,  tinha no meu jardim plantas medicinais, em que eu atendia toda a comunidade com chás para gripe e hoje não tem mais uma planta no meu canteiro, não nasce nada. Estamos também comprando água mineral até hoje, porque nós não temos confiança em tomar a água do SAAE, porque dizem que é limpa, mas há contradição na informação, pois a gente começa a tomar água do SAAE e passa mal ”, disse. Outro atingido de Governador Valadares foi o pescador Rodolfo Zulske, representante da Colônia Z-19 Leste Mineiro, que relatou sua frustração com a falta de melhorias ambientais no Rio Doce após o desastre e a necessidade de direcionar melhor os esforços de recuperação ambiental para que o dinheiro da reparação investido, de fato, beneficie o ecossistema atingido. “Uma das coisas que eu fico decepcionado é que já foram gastos bilhões com a reparação, tem a repactuação que serão outros bilhões e eu não vi até agora melhorias ambientais. O Rio Doce está degradado, mata ciliar também e os nossos órgãos, seja Ibama, CIF e outros, precisam  direcionar melhor as questões ambientais, pois não adiantará a reparação dos danos, sem que a recuperação ambiental seja feita”, refletiu.  Para saber sobre o que tem sido discutido na repactuação sobre as questões ambientais, CLIQUE AQUI . Centro de Informação Técnica (CIT) de Governador Valadares Uma das principais pautas tratadas na reunião, relacionada ao Território 4 (Governador Valadares e Alpercata), foi sobre a construção do Centro de Informação Técnica de Governador Valadares. O CIT faz parte do Programa de Informação para a População (PG35) e é um espaço destinado a fornecer informações e esclarecimentos sobre as ações de reparação e compensação, com a finalidade de promover transparência e comunicação direta com a comunidade a partir de dados técnicos, relatórios e atualizações disponibilizadas.  Em resumo, tem como objetivo facilitar o acesso da população a informações relevantes e fomentar o diálogo entre a entidade e os moradores das regiões atingidas. Ao todo o programa preconiza três unidades do CIT, nos municípios de Linhares (ES), Mariana (MG) e Governador Valadares, que servirão como centros de referência regionais.  Em Governador Valadares, a tradicional Praça Getúlio Vargas, localizada no bairro de Lourdes, é o local pretendido pela Fundação Renova para a construção do CIT. Entretanto, moradores argumentam que o projeto de construção representa uma ameaça à preservação da praça, considerada vital à comunidade local pelo seu caráter histórico de convívio urbano, esporte, lazer e cultura, além de desrespeitar cláusulas do TTAC de transparência e participação dos atingidos nas discussões.  Na reunião do CIF, Dilma Oliveira, moradora de Governador Valadares, se apresentou como uma das autoras de uma ação popular contra a construção do CIT e pediu atenção para a preservação da área verde da praça, que na sua avaliação será destruída com as obras. “Temos uma área de quase 800 m² de área verde na Praça Getúlio Vargas e a construção do CIT condiciona destruir essa área verde, o que é uma aberração. Nós não podemos aceitar esse tipo de construção e queremos transparência, queremos  e preservação da nossa praça, que é de grande importância para os moradores idosos, crianças e toda população que se beneficia desse espaço”, afirmou.  Camila Cortêz, do bairro de Lourdes, também se apresentou como uma das autoras da ação popular e de denúncia no Ministério Público de Minas Gerais contra a construção do Centro de Informação Técnica. Durante a sua fala, destacou a falta de participação comunitária na escolha do local e que, a única informação que circulava pela prefeitura, era referente a construção de um museu. “Conseguimos marcar uma audiência pública na qual o secretário municipal de Turismo da época informou que, na verdade, seria a disponibilização de área para o CIT e para o museu. Encontramos várias contrariedades ao TTAC, a dispositivos constitucionais e por isso ingressamos com a ação popular. Inicialmente, levamos à prefeitura um abaixo assinado com mais de 2.000 assinaturas, mas chegamos à conclusão de que realmente a prefeitura e a Fundação Renova não querem a participação da população, porque omitem todas as informações quanto à construção”, destacou.  Ao final, Camila entregou um ofício em que diz apontar as transgressões ao TTAC e solicita que a Prefeitura Municipal de Governador Valadares e a Fundação Renova apresente o cronograma do projeto para que seja público e comprovem a participação popular e os estudos socioambientais realizados.  A representante da Prefeitura de Governador Valadares defendeu a construção do CIT na Praça Getúlio Vargas, com o argumento de que a área destinada à construção do CIT é mínima, especificamente localizada próxima ao ponto de ônibus existente. Afirmou ainda que está prevista uma série de benefícios com o equipamento, como um projeto de revitalização da praça que inclui novo paisagismo, além de estudos indicarem que a mobilidade na região será melhorada com a construção e que, consequentemente, irá promover o desenvolvimento local. “Obviamente que eu compreendo que as respostas e o diálogo ele vai precisar acontecer, inclusive porque se há o Ministério Público envolvido, esse diálogo vai acontecer numa outra Instância que não é a minha, mas a gente defende ainda a instalação do CIT”, disse.  Já a Fundação Renova alegou que tiveram cinco locais indicados e o único sem obstáculos, em questões de documentação e outros pontos, foi a Praça Getúlio Vargas. “Isso passou pela Câmara de Vereadores, teve todo o processo, a gente já fez vistorias cautelares nas comunidades ao redor, nas propriedades, então foi um projeto totalmente participativo. Ainda que a gente saiba que não há concordância de parte da comunidade, estamos à disposição. Se for para construir outra forma, estamos aqui para trabalhar em conjunto”, afirmou.  Sobre o CIF O Comitê Interfederativo faz parte da estrutura de governança e participação no processo de reparação em razão dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco. Tem como objetivo orientar, acompanhar, monitorar e fiscalizar a execução das medidas impostas à Fundação Renova, constituído no âmbito do Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC) e do Termo de Ajustamento de Conduta Governança (TAC-GOV), com a finalidade de promover a interlocução permanente entre a Fundação Renova, os órgãos, as entidades públicas envolvidas e as pessoas atingidas.  Participam do CIF representantes do Governo Federal, estados de Minas Gerais e Espírito Santo, pessoas atingidas ou técnicos indicados por elas, Defensoria Pública e Comitê da Bacia do Rio Doce.  Para saber mais sobre as estruturas de governança, confira a cartilha GOVERNANÇA E PARTICIPAÇÃO NO PROCESSO DE REPARAÇÃO . A 77ª Reunião do CIF também podem ser conferidas na íntegra:   Dia 27: https://www.youtube.com/live/f-wuc0ijBFE?feature=shared Dia 28: https://www.youtube.com/live/MIdK079mCU8?feature=shared

  • ATI promove oficinas de fotografia e ilustração para crianças e adolescentes do Território 4

    As atividades reforçaram o protagonismo das pessoas atingidas e suas narrativas, por meio do olhar, voz e perspectivas das crianças e adolescentes O Rio Doce, a pesca, a agricultura, os efeitos das enchentes, além das manifestações de fé, resistência e luta da população atingida pelo rompimento da barragem de Fundão, foram capturados pelo olhar das crianças de Governador Valadares e expressadas, por meio da fotografias e ilustrações, produzidas por meio de oficinas educativas promovidas pela Assessoria Técnica Independente - Cáritas Diocesana de Governador Valadares (ATI CDGV). Desde o desastre sócio-tecnológico, ocorrido no dia 5 de novembro de 2015, de acordo com estimativas a partir de dados do último Censo Demográfico 2022, só no Território 4 (Governador Valadares e Alpercata) da Bacia do Rio Doce nasceram cerca de 25 mil crianças, que possuem atualmente entre 0 e 8 anos de idade. Uma geração que cresceu e tem se desenvolvido em um contexto social, econômico e ambiental totalmente diferente do que seus pais, avós, bisavós e toda ancestralidade conheceram antes do rompimento. Trata-se de uma geração que não conheceu o rio em seu estado natural livre de rejeito e viveram as consequências de danos sociais e econômicos provocados pelo desastre. Nesse sentido, o público atendido pela ATI CDGV também contempla as crianças e adolescentes para a promoção da participação informada, que de forma lúdica e por meio de uma linguagem acessível, tem possibilitado a inclusão das crianças e adolescentes atingidos no processo. Apesar de todas as adversidades enfrentadas por uma geração nascida após o rompimento, a juventude é entendida pela Assessoria Técnica Independente como agentes de mudança e que poderão contribuir para um futuro mais sustentável e justo. Para isso, foi desenvolvido o projeto ATI para Crianças e Adolescentes, que contempla ações que visam promover a escuta, o protagonismo e o direito à memória, com ações que contribuam para fomentar cidadãos mais conscientes e engajados na preservação ambiental e na justiça social, a exemplo das oficinas promovidas. Oficina de Fotografia A Oficina de Fotografia ocorreu em três momentos, nos dias 25 de maio, 8 e 16 de junho, conduzida pelo assessor técnico em comunicação social da ATI, Alcides Miranda. O primeiro ocorreu na sede da Assessoria Técnica Independente e consistiu em uma apresentação teórica sobre a história da fotografia, sua evolução, lógica de funcionamento e o entendimento da fotografia como ferramenta de expressão de fatos, ideias e percepções. O momento contou ainda com uma roda de conversa, em que as crianças e adolescentes puderam tirar dúvidas, expressar os danos sofridos em decorrência do rompimento e suas preocupações ambientais com o futuro do Rio Doce. “O Rio Doce agora está sujo e tudo que tem nele está com lama. Os pescadores também não têm mais peixe, não é possível que eles (responsáveis pelas empresas mineradoras) não sabiam que isso ia acontecer”, afirmou L. A. V., 10 anos, da comunidade Recanto dos Sonhos e uma das crianças participantes. O segundo momento foi uma atividade prática ao ar livre com câmeras fotográficas semiprofissionais, realizada no Parque Municipal de Governador Valadares. Na ocasião, as crianças puderam compreender técnicas básicas como enquadramento da foto, alinhamento da câmera, ajustes na configuração, entre outras dicas. Na sequência, puderam fazer registros e aplicar as técnicas. O terceiro momento da oficina ocorreu durante a 7ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce, em Naque (MG) (leia AQUI), em que as crianças, acompanhadas pelos seus responsáveis e supervisionadas pela equipe da ATI CDGV, tiveram a oportunidade de documentar e interpretar o evento por meio das lentes para contar uma história. As fotos conseguiram retratar a essência da romaria de diversas maneiras, com imagens ao longo do percurso que evidenciaram a devoção e o compromisso das pessoas atingidas em lutar pela recuperação do Rio Doce; imagens da cerimônia religiosa que destacaram a intercessão entre fé, esperança e ativismo ambiental; imagens de rostos expressivos e emoções do povo atingido. Confira alguns dos registros realizados nestes 3 momentos: Oficina de Ilustrações Também durante a romaria outro grupo de crianças participou de uma oficina de ilustrações, conduzida pela assessora técnica em pedagogia da ATI, Jéssica Sobral, que possibilitou expressar suas vivências na Bacia do Rio Doce por meio da arte. A atividade contou com a equipe da ATI CDGV para orientar os temas ilustrados, que representaram o rio, a pesca, a agricultura e os efeitos das enchentes. Logo em seguida os desenhos, que totalizaram 16, foram reunidos em um tapete temático chamado de “Repactuação Justa e Participação Popular”, que simbolizou a união e a força das vozes das crianças da bacia ao expressarem suas esperanças e demandas por um futuro melhor. As crianças tiveram ainda a oportunidade de apresentar suas obras aos romeiros presentes e juntas gritaram “Rio Doce Vivo!”, acompanhado por todos os participantes presentes. “A inclusão desse público acontece quando se permite às crianças comunicar suas ideias e opiniões, de modo que ela possa explorar diferentes linguagens, tais como pintura, desenhos, fotografias. A metodologia para esta faixa-etária apresenta a necessidade de estar inserida em propostas lúdicas que possam atrair a participação. Encontramos nas ilustrações uma adesão das crianças, quando nos diferentes espaços participativos em que as crianças estão presentes, a equipe que assessora o público infanto-juvenil, ao entregar folhas em branco, se surpreende com a criatividade das crianças, seu potencial de criação presente em desenhos que por vezes retratam suas realidades”, explicou Jéssica Sobral, assessoria técnica em pedagogia da ATI CDGV. Os desenhos e as fotografias serão expostas ainda na sede da ATI CDGV e de forma itinerante, nos espaços participativos organizados pelas Comissões Locais de Atingidos do Território 4.

  • Fundação Renova responde ofício da Comissão Local do Território 4 sobre ações do programa de tratamento de esgoto e resíduos em Governador Valadares e Alpercata

    Ofício teve como origem reunião realizada entre Fundação Renova e pessoas atingidas para tratar sobre o programa A Fundação Renova encaminhou um ofício à Comissão Local do Território 4, no dia 06 de junho, com informações sobre as ações do Programa de Coleta e Tratamento de Esgoto e Destinação de Resíduos Sólidos (PG31) nos municípios de Governador Valadares e Alpercata (Território 4). O documento é em resposta ao Ofício nº 014/2024, enviado dia 16 de maio de 2024 pela Comissão Local do Território 4, em decorrência da reunião entre a Fundação Renova e 90 pessoas atingidas, ocorrida na sede da Assessoria Técnica Independente -  Cáritas Diocesana de Governador Valadares (ATI CDGV). O encontro, realizado no dia 24 de abril, teve como objetivo tratar sobre as ações da Renova no território promovidas no âmbito do PG31. Entretanto, diante do que foi exposto pelos representantes da Fundação, surgiram dúvidas e a necessidade de informações detalhadas. Nesse sentido, como encaminhamento da reunião, a Comissão Local do Território 4 enviou um ofício para a Fundação Renova com a sistematização de todos os questionamentos e a solicitação dos devidos esclarecimentos. Além da Fundação Renova, o ofício tinha também como destinatários as Instituições de Justiça e o Comitê Inter Federativo (CIF). Na resposta, a Fundação Renova explica que os esclarecimentos prestados “versam apenas sobre os temas de atuação da Fundação Renova.” Confira abaixo quais foram as perguntas da comissão e as respostas da Fundação Renova. OFÍCIO DA COMISSÃO: 1) Informações detalhadas sobre os bairros e comunidades que serão beneficiadas pelas ações do programa; 2) explicação e dados sobre como está sendo realizado o diálogo sobre o tratamento dos resíduos sólidos no Território 4 junto à prefeitura; 3) necessidade de controle social nas ações desenvolvidas pela Renova. RESPOSTA DA FUNDAÇÃO RENOVA: A Fundação Renova protocolou no dia 8 de maio de 2024 um ofício (FR.2024.1198), à Prefeitura de Governador Valadares, “informando, dentre outros pontos, sobre a reunião com a Comissão Local do Território 4 e os encaminhamentos solicitados pelas comunidades atingidas sobre (i) informações dos bairros e população que serão contemplados com as ações do PG31; (ii) participação e controle social de representantes das comissões locais junto à Fundação Renova e Poder Público; e (iii) articulação e participação das organizações de catadores de resíduos nas ações do PG31”. A Renova destacou ainda que “é possível que as ações dos municípios para resíduos sólidos sejam voltadas para associação de catadores, desde que as prefeituras realizem a solicitação do pleito ao Comitê Interfederativo (CIF) e após aprovados, sigam os demais trâmites de licitação, apresentação aos bancos, execução do objetivo. [...] A equipe da Fundação Renova reforça às prefeituras, em reuniões, documentos e capacitações, a importância de observar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que prevê o incentivo ao desenvolvimento de cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis”. OFÍCIO DA COMISSÃO: Quais as ações de prestação de serviços ou projetos voltados para o Assentamento Barro Azul, tendo em vista a recorrente falta d’água no assentamento, o serviço de abastecimento de água indisponível e a alta contaminação de manganês da água dos poços artesianos, que a torna imprópria para consumo? RESPOSTA DA FUNDAÇÃO RENOVA: A Renova explicou que o Programa de Melhoria dos Sistemas de Abastecimento de Água (PG32), definido no TTAC, prevê que nas localidades com sistema de abastecimento público inviabilizado em razão do rompimento, a Fundação deve construir sistemas alternativos de captação e adução e melhorias das Estações de Tratamento. Dessa forma, de acordo com o ofício, “o assentamento Barro Azul não consta como localidade cuja operação do sistema de abastecimento público ficou inviabilizada temporariamente em decorrência do rompimento da barragem de Fundão, não sendo assim, elegível às ações da Fundação Renova”. A entidade destacou também que em Governador Valadares, as ações do PG32 estão restritas ao sistema de abastecimento da sede municipal e do distrito de São Vitor. “Nesse sentido, informações relativas a possíveis ações de prestação de serviço de abastecimento de água, no referido assentamento, devem ser buscadas junto à municipalidade”. OFÍCIO DA COMISSÃO: 1) Apresentação dos dados detalhados das etapas das obras; 2) Transparência na divulgação de todos os dados técnicos relacionados ao programa. RESPOSTA DA FUNDAÇÃO RENOVA: A Fundação Renova apresentou tabelas de valores relacionados ao PG31, destinados aos municípios do Território 4. Em Governador Valadares, o valor total para as ações de esgoto e resíduos é de quase R$ 96 milhões, além dos orçamentos previstos para as ações, conforme consta nos quadros abaixo: Como é possível observar, em relação aos pleitos aprovados pelo município junto ao CIF das ações de esgotamento sanitário, as únicas etapas concluídas 100% foram da “Assessoria técnica para licenças ambientais - ETE Elvamar” e “Aquisição de terreno - ETE Elvamar”. Já os pleitos das ações de resíduos sólidos, apenas a etapa “Elaboração de estudos de viabilidade de resíduos sólidos, por meio do CIMDOCE” consta como concluída integralmente. O ofício destaca que os atuais pleitos de Governador Valadares referentes a esgotamento sanitário envolvem duas grandes frentes de ação (que são dos Sistemas de Esgotamento Sanitário (SES) do Elvamar e Santos Dumont) e apresenta um quadro resumo das informações técnicas e o andamento das etapas para a realização das obras O documento esclarece que o SES consiste no conjunto de instalações para a coleta, transporte, tratamento e disposição final do esgoto. Os projetos e/ou as obras podem abranger todo o sistema ou parte dele. “Em Governador Valadares, os projetos elaborados no contexto do PG31, conforme pleitos solicitados pela Prefeitura ao CIF, visam a interligação das redes de coleta de esgoto existentes no Município, aos interceptores, que irão transportar o esgoto até os locais de tratamento, que são as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE). Atualmente o Município não realiza o tratamento de esgoto, então com as obras para possibilitar o transporte e tratamento do esgoto nas ETEs, o efluente tratado será devolvido aos cursos d’água, possibilitando melhorias para a qualidade de água da bacia hidrográfica do rio Doce. Assim, destaca-se que a implantação de novas redes de coleta de esgoto, em bairros que não a possuem atualmente, não está prevista nas ações do Município no contexto do PG31, e por isso não constarão no presente ofício. As informações sobre outros recursos financeiros, projetos e/ou obras do Município, que visam outras regiões e unidades, devem ser solicitados à Prefeitura Municipal”. Em relação aos valores destinados aos pleitos de Alpercata, o ofício da Fundação Renova também apresentou o valor total para as ações de esgoto e resíduos, no valor de R$ 7 milhões, além dos orçamentos previstos para cada ação, conforme consta nos quadros abaixo: De acordo com a tabela apresentada, houve apenas um pleito de ações de esgotamento sanitário concluído 100% em Alpercata, que foi da “Aquisição do terreno da ETE”. Em relação aos pleitos das ações de resíduos sólidos, dos três, dois foram concluídos integralmente: “Elaboração de estudos de viabilidade de resíduos sólidos, por meio do CIMDOCE” e “Aquisição de veículos e equipamentos para coleta seletiva”. Sobre a solicitação de agendamento de reunião com a Comissão Local do Território 4 e diálogo com a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (ASCANAVI), não houve manifestação por parte da Fundação Renova, Prefeitura de Governador Valadares, Prefeitura de Alpercata e a concessionária Aegea.

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