top of page

Comitê de Clientes: entenda como está a ação da Inglaterra e a relação entre os escritórios de advocacia

Foto do escritor: Fernando Gentil
Fernando Gentil
há 7 minutos
3 min de leitura

Grupo que representa as pessoas atingidas divulgou mudanças que estão sendo debatidas na Corte Inglesa


No dia 28 de agosto de 2026 o Comitê de Clientes informou às pessoas atingidas que decidiu romper o contrato com o escritório Pogust Goodhead (PGMBM) e fechou uma nova representação com a Bailey Glasser International (BGI), empresa que pertence aos ex-sócios do PGMBM. 


O Comitê de Clientes é o nome dado ao grupo de advogados brasileiros que representam as pessoas atingidas, comunidades quilombolas e indígenas na ação da Inglaterra. Esse grupo só não atua junto aos municípios e empresas que fecharam contratos diretamente com o PGMBM. É o Comitê que faz a mediação entre as pessoas atingidas e o escritório inglês.


Porém, após divergências entre esse grupo de advogados e o PGMBM, o Comitê divulgou a decisão de mudar de escritório na ação, passando a representação dos clientes para o novo escritório de advocacia.


Desde então, ambos os escritórios têm divulgado informações contrárias sobre o assunto. A seguir, você confere o que diz cada um dos escritórios!


A versão do Comitê de Clientes e BGI

De acordo com a nova empresa que representa o Comitê de Clientes, nada muda na ação da Inglaterra. As pessoas atingidas não terão, pelo menos por enquanto, que assinar um novo contrato, porém a empresa criou um formulário no site para quem quiser já cadastrar os dados pessoais e documentos. A BGI também disse que a ação continua de onde parou e que não haverá atrasos por conta dessa mudança.


Há ainda no site do escritório uma parte de perguntas e respostas, em que ela tira as principais dúvidas das pessoas atingidas.


O que diz o Pogust Goodhead?

Já o Pogust Goodhead traz outra versão sobre o que aconteceu. De acordo com o escritório, a decisão do Comitê de Clientes nada interfere no trabalho do PGMBM, que continua sendo o real representante das pessoas atingidas na ação da Inglaterra.


O PGMBM ainda diz que foi aprovado pela justiça inglesa um novo financiamento do trabalho do escritório no valor de US$ 150 milhões, o que garantiria a informação de que o escritório segue sendo o responsável por representar as pessoas atingidas.


A empresa concorda com a BGI de que as pessoas atingidas não precisam fazer nada no momento, apenas acompanhar o desenrolar da ação que segue na Inglaterra. Porém, em vídeo publicado na sua conta de Instagram, o PGMBM traz informações contrárias às que foram divulgadas pelo Comitê de Clientes.


De acordo com o Pogust, o Comitê não tem autoridade para mudar de escritório sem a permissão das pessoas atingidas e sem uma decisão da Corte Inglesa. O PGMBM afirma que não é possível que uma mudança dessa grandeza ocorra apenas por uma notificação.


O escritório inglês ainda diz que, caso essa mudança se concretize, pode atrasar o julgamento da ação, além de poder gerar custos que as pessoas atingidas não teriam, caso se mantivessem no PGMBM. O vídeo não explica qual o valor desses custos, apenas diz que a Pogust é a única empresa que garante que esses valores não serão cobrados, dando a entender que outra empresa não poderia arcar com isso.


A decisão da Corte Inglesa

Por conta dessas divergências, a justiça inglesa fez uma audiência no dia 11 de setembro para tratar da representação das pessoas atingidas. Não foi tomada qualquer decisão sobre esse assunto, porém a Corte marcou uma outra audiência para os dias 5 e 6 de outubro para resolver a situação.


A Corte ainda não decidiu, mas pode ser que essa audiência seja aberta ao público, ou seja, as pessoas poderão assistir a decisão que será tomada pela justiça da Inglaterra.


A Fase 2 da ação judicial

De acordo com ambos escritórios, a Fase 2 do processo, marcada para começar em abril de 2027, segue prevista. Nessa fase a Corte Inglesa irá analisar e calcular os danos das pessoas atingidas para definir os valores das indenizações.


A ação judicial teve início em 2018 e não há previsão de quando irá acabar. Após a fase 2, ainda haverá a sustentação final, prevista para março de 2028. Somente depois disso os valores serão liberados para as pessoas atingidas. O PGMBM também possui um site exclusivo sobre a ação judicial.


Comentários


bottom of page