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Dia da Capoeira é celebrado em Governador Valadares

  • Foto do escritor: Comunicação Cáritas Diocesana de Governador Valadares
    Comunicação Cáritas Diocesana de Governador Valadares
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O Dia da Capoeira é celebrado na segunda feira, dia 3 de agosto. A Cáritas Diocesana de Governador Valadares (CDGV) desenvolve com vários parceiros o trabalho educativo de oficinas de capoeira nas comunidades do Carapina e do bairro Planalto com crianças e adolescentes das comunidades. É um trabalho social, educativo, cultural e esportivo muito importante, pois promove a socialização, a integração familiar, o entrosamento com a escola e as diferentes igrejas.


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Alunos e alunas de capoeira de Governador Valadares. Foto: CDGV

Segundo Juliana Vitoria, aluna do grupo de Capoeira ligado à Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, "a capoeira é muito importante, pois se aprende sempre muitas coisas”. Já o adolescente Mickael Gonçalves diz: “A capoeira ensina respeito e a respeitar sempre”. O professor de capoeira, Mestre Anjinho, afirma que a pessoa do capoeirista deve ser valorizada, pois é um educador e um profissional que tem direito a uma remuneração, já que ninguém sobrevive do trabalho social.


No Dia da Capoeira, é importante se lembrar de Alfredo de Freitas Dias Gomes, mais conhecido pelo sobrenome Dias Gomes, nascido em Salvador, em 19 de outubro de 1922 e que foi um grande romancistadramaturgo, autor de telenovelas e membro da Academia Brasileira de Letras. Em 1960, Dias Gomes escreveu o que viria a ser um dos maiores êxitos de sua carreira: a peça teatral O Pagador de Promessas.

 

Dias Gomes descreve a capoeira como:


“Capoeira é luta de bailarinos. É dança de gladiadores. É duelo de camaradas. É jogo, é bailado, é disputa – simbiose perfeita de força e ritmo, poesia e agilidade. Única em que os movimentos são comandados pela música e pelo canto. A submissão da força ao ritmo. Da violência à melodia. A sublimação dos antagonismos. Na Capoeira, os contendores não são adversários, são ‘camaradas’. Não lutam, fingem lutar. Procuram – genialmente – dar a visão artística de um combate. Acima do espírito de competição, há neles um sentido de beleza. O capoeirista é um artista e um atleta, um jogador e um poeta”.


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Entrevista realizada pela Inter TV dos Vales. Foto: CDGV

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