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Tribunal de Justiça de Minas Gerais retoma mutirão de acordos sobre o Dano Água

  • Foto do escritor: Fernando Gentil
    Fernando Gentil
  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Interessados precisam entrar em contato com o advogado para participar do processo


O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) retomou o mutirão de acordos relacionados ao Dano Água. As audiências começaram a ser marcadas no fim de janeiro de 2026. O objetivo, segundo o próprio TJMG, é “reduzir, por meio da autocomposição, os processos que tramitam na Comarca e região”. 


dano água
Rio Doce foi contaminado pelos rejeitos de minério da barragem da Samarco

As audiências estão sendo realizadas na sede da Subseção de Governador Valadares da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG). Para participar, a pessoa atingida precisa acionar o advogado que a representa no processo judicial do Dano Água e informar que quer participar do acordo. O valor da indenização fixado na Repactuação é de R$ 13.018,00 (treze mil e dezoito reais).


O advogado da pessoa atingida deve enviar um e-mail para OAB (43oabgv@gmail.com), informando o processo que deseja incluir no mutirão. Se for considerado elegível, as partes serão intimadas para participarem da audiência. O TJMG ainda disponibiliza um número de Whatsapp para dúvidas e esclarecimentos. O número é o (33) 99150 0030 e só funciona para mensagens, não recebe ligações.


O Dano Água

Dano Água é o nome dado às indenizações referentes à interrupção do fornecimento de água aos moradores da região, após a contaminação do leito do rio Doce pelo rompimento da barragem de Fundão. A repactuação do Acordo do Caso Mariana definiu a realização dos mutirões de conciliação para assinaturas de acordos nas ações judiciais que tratam do Dano Água. “A busca de acordos, por meio dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), abrange ações judiciais movidas por moradores não apenas de Governador Valadares, sede da Comarca, mas também dos municípios de Aimorés, Alpercata, Belo Oriente, Galiléia, Itueta, Naque, Periquito, Resplendor e Tumiritinga, todos localizados às margens do rio Doce”, explicou o TJMG no release enviado à imprensa.


De acordo com a juíza auxiliar da Presidência do TJMG e coordenadora do Núcleo de Justiça 4.0 e do Núcleo de Cooperação Judiciária (Nucop), Marcela Maria Pereira Amaral Novais, o mutirão não tem data definida para acabar. “Trata-se de um mutirão que, na verdade, é permanente, até que se findem todas as possibilidades de autocomposição. Um esforço que reúne várias partes, como a Presidência do TJMG, a 3ª Vice-Presidência, o Cejusc de Governador Valadares e a Ordem dos Advogados do Brasil, que nos cedeu espaço para as audiências”, finalizou a magistrada.


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