top of page

Estado de Minas Gerais anuncia investimentos em recuperação ambiental

  • Foto do escritor: Fernando Gentil
    Fernando Gentil
  • há 11 minutos
  • 3 min de leitura

Projetos serão voltados para segurança hídrica, pesca, proteção de unidades de conservação, resposta a enchentes e restauração das margens do rio Doce


O Estado de Minas Gerais anunciou uma série de investimentos que totalizam R$ 2,8 bilhões em recuperação ambiental em áreas atingidas. Os anúncios foram feitos em momentos diferentes durante o mês de junho de 2026.


Em Governador Valadares, o governo estadual fez, no dia 16 de junho, uma cerimônia para lançar diversos investimentos nas seguintes áreas: recuperação ambiental, segurança hídrica, gestão ambiental, resposta a enchentes, restauração das margens e foz do Rio Doce, apoio ao produtor rural e geração de renda, por meio do fortalecimento de cooperativas.


rio doce
Recuperação ambiental do rio Doce é uma das principais demandas das pessoas atingidas. Foto: Alcides Miranda

O Estado é o responsável no Acordo do Rio Doce pelas ações de recuperação ambiental. Dois órgãos vão tomar a frente desses projetos: o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o Instituto Mineiro das Águas (Igam). Isso com o apoio do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e das secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG). A coordenação fica a cargo da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG).


De acordo com o governo de Minas Gerais, as iniciativas ambientais vão recuperar as áreas dos territórios atingidos por meio de projetos e programas de “melhoria da proteção de nascentes, matas ciliares, solos e recursos hídricos; apoio técnico e financeiro ao produtor rural para regularização ambiental e conservação; fortalecimento das Unidades de Conservação, com infraestrutura, prevenção de incêndios e regularização fundiária; recuperação de habitats aquáticos e melhoria das condições ambientais dos rios; mais segurança hídrica, com monitoramento aprimorado e respostas mais rápidas frente a eventos climáticos extremos; base científica e técnica para conservação de espécies ameaçadas e recuperação de populações de peixes nativos”.


Projetos e programas anunciados pelo Estado

Entre as iniciativas lançadas, está o Rio Doce Mais Vida, que vai investir cerca de R$ 1 bilhão em plantio de vegetação nativa, adoção de práticas conservacionistas de água e do solo, além de concessão de incentivos econômicos para conservação e recuperação da vegetação.


Outro programa destacado pelo Estado é o que visa fortalecer, consolidar e fazer a regularização fundiária de Unidades de Conservação Ambiental. Esse projeto foi anunciado pelo governo no dia 19 de junho de 2026, vai ser coordenado pelo IEF, terá investimentos de cerca de R$ 850 milhões e duração de 20 anos.


O governo estadual afirmou que o programa beneficiará 17 unidades de conservação distribuídas em 39 municípios da região. “A iniciativa busca ampliar a proteção dos ecossistemas, fortalecer a conservação da biodiversidade e garantir melhores condições para atividades de pesquisa, turismo sustentável e educação ambiental”.


De acordo com o governo, “o programa está estruturado em três eixos principais: consolidação das unidades de conservação, prevenção e combate aos incêndios florestais e regularização fundiária. As ações contribuirão para a recuperação ambiental da Bacia do Rio Doce, além de fortalecer a segurança hídrica e a conectividade entre áreas naturais”.


Há ainda o programa de Restauração Ecológica de Ecossistemas Aquáticos Prioritários, que pretende recuperar as espécies presentes no rio, controlar as exóticas invasoras e realizar o monitoramento ecológico. Também terá ações de educação ambiental, mobilização social e de adequação das práticas de biossegurança para piscicultores.


Divulgado pelo Estado no dia 25 de junho de 2026, é uma iniciativa também coordenada pelo IEF e que terá um investimento de cerca de R$ 232 milhões. O programa terá duração de cinco anos, com possibilidade de se prorrogar até completar 20 anos, e o objetivo de “restaurar leitos e habitats aquáticos de rios, córregos e tributários do rio Doce, fortalecer a biodiversidade e contribuir para a recuperação gradual dos estoques pesqueiros nativos da bacia hidrográfica”. 


De acordo com o IEF, o programa contribuirá diretamente para a melhoria das condições ambientais dos cursos d’água da bacia, favorecendo a recuperação dos ecossistemas aquáticos e criando condições para a retomada gradual e sustentável da atividade pesqueira.


Todos esses programas e projetos se encontram em fases iniciais e fazem parte das responsabilidades do Estado de Minas Gerais previstas em diferentes anexos do Acordo.

Comentários


bottom of page