Fiocruz constrói curso para membros do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba
- Fernando Gentil

- há 5 horas
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Formação tem o objetivo de qualificar a participação das pessoas atingidas e dos representantes da sociedade civil no CFPS
A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), em parceria com o Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas), está construindo um curso de formação para os membros do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba (CFPS - Rio Doce).
A iniciativa partiu da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz) e começou com um encontro entre as equipes da instituição no dia 16 de março de 2026.

De acordo com a EPSJV, o curso tem o objetivo de garantir a participação ativa e informada das conselheiras e conselheiros do CFPS. “Nosso papel será elaborar um curso de alta qualidade, que auxilie os membros da sociedade civil a atuarem de forma ativa, exercendo sua plena cidadania”, destaca a diretora do IRR/Fiocruz Minas, Cristiana Brito, na matéria da jornalista Julia Neves publicada no site da EPSJV.
A reunião contou com a participação da diretora da EPSJV, Anamaria Corbo; da vice-diretora de Ensino e Informação, Márcia Valéria Morosini, e dos professores-pesquisadores Grasiele Nespoli e Paulo César Ribeiro. Pelo IRR/Fiocruz Minas, estiveram presentes a diretora Cristiana Brito; o vice-diretor de Ensino, Comunicação e Informação, Sérgio Peixoto, e a coordenadora de Vigilância e Serviços de Referência, Tatiana Mingote. Pelo Observatório de Desastres da Mineração: Direitos Humanos e Saúde, a coordenadora Zélia Profeta. Além de também haver outros representantes do Observatório, da VPAAPS/Fiocruz e da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Como será o curso de capacitação?
O primeiro encontro entre as equipes da Fiocruz serviu para entender como será a estrutura curricular do curso. A ideia é que ele abarque elementos da educação popular em conjunto com os eixos temáticos já definidos como prioritários no Anexo 6: “economia popular e solidária, com foco em circuitos curtos de comercialização e turismo de base comunitária; segurança alimentar e nutricional, incluindo agroecologia, plantas medicinais e práticas alimentares locais; educação popular; tecnologias sociais e ambientais; promoção do esporte e do lazer; cultura e mídias locais, com destaque para rádios comunitárias e iniciativas de comunicação popular; e defesa da terra e do território”.
Segundo a EPSJV, há também a previsão de tratarem de temas que envolvem a defesa da democracia, participação social e políticas afirmativas. “Um dos módulos será dedicado especificamente à construção de metodologias de acompanhamento dos compromissos assumidos pela União no acordo judicial, bem como ao desenvolvimento de estratégias de comunicação popular sobre as ações realizadas”, explica a Escola na matéria.
A ideia é que todo esse processo de aprendizagem seja mútuo, com a aplicação de conhecimentos técnicos por parte da Fiocruz e a troca de saberes com as conselheiras e conselheiros representantes das pessoas atingidas e sociedade civil.
O papel da Fiocruz no CFPS
A Fiocruz foi a instituição escolhida pelo governo federal para ser a entidade gestora do CFPS. Ela atua no Conselho por meio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec).
A escolha pela Fiocruz foi por ela ser considerada uma instituição de confiança, com reconhecida expertise, vocação pública, atuação alinhada aos objetivos do colegiado, entre outros fatores.
A entidade é a responsável por apoiar a organização das reuniões do CFPS e pela formação dos membros representantes das pessoas atingidas e sociedade civil. Por isso, a ideia de criar essa capacitação.
E as próximas etapas?
Após essa primeira parte de construção da estrutura da formação, a Fiocruz vai finalizar a ideia do curso e apresentar para a Secretaria-Geral da Presidência da República.
Com isso, será realizado um debate na reunião ordinária do CFPS para que todas as conselheiras e conselheiros possam analisar a proposta enviada, fazer sugestões e indicar mudanças.
A expectativa da Fiocruz é que a formação inicie no mês de agosto de 2026. “Essa proposta faz parte da nossa iniciativa de reconhecer e priorizar a organização de políticas públicas que estejam comprometidas com a reparação integral dos municípios atingidos”, finaliza a diretora, Anamaria Corbo.




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