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Fiocruz constrói curso para membros do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba

  • Foto do escritor: Fernando Gentil
    Fernando Gentil
  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

Formação tem o objetivo de qualificar a participação das pessoas atingidas e dos representantes da sociedade civil no CFPS


A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), em parceria com o Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas), está construindo um curso de formação para os membros do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba (CFPS - Rio Doce).


A iniciativa partiu da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz) e começou com um encontro entre as equipes da instituição no dia 16 de março de 2026.


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Grupo da Fiocruz se reúne para elaborar curso. Foto: Silvio Bento/Fiocruz-Minas

De acordo com a EPSJV, o curso tem o objetivo de garantir a participação ativa e informada das conselheiras e conselheiros do CFPS. “Nosso papel será elaborar um curso de alta qualidade, que auxilie os membros da sociedade civil a atuarem de forma ativa, exercendo sua plena cidadania”, destaca a diretora do IRR/Fiocruz Minas, Cristiana Brito, na matéria da jornalista Julia Neves publicada no site da EPSJV.


A reunião contou com a participação da diretora da EPSJV, Anamaria Corbo; da vice-diretora de Ensino e Informação, Márcia Valéria Morosini, e dos professores-pesquisadores Grasiele Nespoli e Paulo César Ribeiro. Pelo IRR/Fiocruz Minas, estiveram presentes a diretora Cristiana Brito; o vice-diretor de Ensino, Comunicação e Informação, Sérgio Peixoto, e a coordenadora de Vigilância e Serviços de Referência, Tatiana Mingote. Pelo Observatório de Desastres da Mineração: Direitos Humanos e Saúde, a coordenadora Zélia Profeta. Além de também haver outros representantes do Observatório, da VPAAPS/Fiocruz e da Secretaria-Geral da Presidência da República.


Como será o curso de capacitação?

O primeiro encontro entre as equipes da Fiocruz serviu para entender como será a estrutura curricular do curso. A ideia é que ele abarque elementos da educação popular em conjunto com os eixos temáticos já definidos como prioritários no Anexo 6: “economia popular e solidária, com foco em circuitos curtos de comercialização e turismo de base comunitária; segurança alimentar e nutricional, incluindo agroecologia, plantas medicinais e práticas alimentares locais; educação popular; tecnologias sociais e ambientais; promoção do esporte e do lazer; cultura e mídias locais, com destaque para rádios comunitárias e iniciativas de comunicação popular; e defesa da terra e do território”.


Segundo a EPSJV, há também a previsão de tratarem de temas que envolvem a defesa da democracia, participação social e políticas afirmativas. “Um dos módulos será dedicado especificamente à construção de metodologias de acompanhamento dos compromissos assumidos pela União no acordo judicial, bem como ao desenvolvimento de estratégias de comunicação popular sobre as ações realizadas”, explica a Escola na matéria.


A ideia é que todo esse processo de aprendizagem seja mútuo, com a aplicação de conhecimentos técnicos por parte da Fiocruz e a troca de saberes com as conselheiras e conselheiros representantes das pessoas atingidas e sociedade civil.


O papel da Fiocruz no CFPS

A Fiocruz foi a instituição escolhida pelo governo federal para ser a entidade gestora do CFPS. Ela atua no Conselho por meio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec). 


A escolha pela Fiocruz foi por ela ser considerada uma instituição de confiança, com reconhecida expertise, vocação pública, atuação alinhada aos objetivos do colegiado, entre outros fatores.


A entidade é a responsável por apoiar a organização das reuniões do CFPS e pela formação dos membros representantes das pessoas atingidas e sociedade civil. Por isso, a ideia de criar essa capacitação.


E as próximas etapas?

Após essa primeira parte de construção da estrutura da formação, a Fiocruz vai finalizar a ideia do curso e apresentar para a Secretaria-Geral da Presidência da República.


Com isso, será realizado um debate na reunião ordinária do CFPS para que todas as conselheiras e conselheiros possam analisar a proposta enviada, fazer sugestões e indicar mudanças.


A expectativa da Fiocruz é que a formação inicie no mês de agosto de 2026. “Essa proposta faz parte da nossa iniciativa de reconhecer e priorizar a organização de políticas públicas que estejam comprometidas com a reparação integral dos municípios atingidos”, finaliza a diretora, Anamaria Corbo.

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