Conheça a atuação da ATI Cáritas GV no apoio à elaboração dos projetos com as Comissões de Atingidos
- Fernando Gentil

- há 1 dia
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Trabalho sobre projetos comunitários se iniciou com a assinatura do Novo Acordo e vai permanecer durante todo o contrato
A assinatura do Novo Acordo do Rio Doce para a Assessoria Técnica Independente da Cáritas Diocesana de Governador Valadares (ATI CDGV) trouxe um desafio para as comunidades atingidas: o Anexo 6 de Participação Social.
Além de ser o anexo que trata da contratação das ATIs é nele também que se fala sobre a participação direta das pessoas atingidas nos recursos da reparação por meio do Fundo de Participação Social. É por esse Fundo que se viabiliza a existência do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba (CFPS) e os editais de projetos.

Assim que o contrato da ATICDGV é assinado, inicia-se o trabalho junto às pessoas atingidas para a elaboração de projetos. Primeiro, pelo apoio das conselheiras com o estudo dos materiais disponibilizados pelo governo federal, para que elas tomassem as melhores decisões para toda a comunidade atingida do território.
E foi também dentro do CFPS que se iniciou o debate sobre os editais de projetos que depois se transformaram em um edital e em uma chamada pública. Sempre com o apoio da ATI para entender as propostas do governo, debater e chegar aos melhores resultados.
O início do debate dos projetos
Ainda em 2025, a ATI CDGV realizou reuniões em todas as comissões de atingidos do Território 4 para explicar o Anexo 6 e os futuros editais de projetos. Nessas reuniões, as pessoas atingidas já forneceram algumas ideias de propostas para as comunidades com base nos problemas vivenciados por elas.

Depois desse primeiro momento, foi aplicado um formulário para as lideranças dessas comissões para que elas trouxessem essas ideias de uma forma detalhada.
Isso tudo ocorreu no ano de 2025, antes de se ter ideia de como seria o edital de projetos, apenas com base no que estava escrito no Anexo 6 do Novo Acordo.
Um novo ano e desafios ainda maiores
No início de 2026, a ATI Cáritas GV terminou o recebimento das respostas dos formulários das lideranças. Com esses documentos, foi realizada mais uma rodada de reuniões com todas as comissões para bater o martelo nas propostas escolhidas pelas pessoas atingidas.

Esse processo ocorreu durante os meses de janeiro e fevereiro de 2026, ainda na expectativa para a publicação do edital.
Após isso, a equipe da Cáritas sistematizou todas as propostas em documentos e planilhas para garantir que a vontade das pessoas atingidas fosse respeitada. Durante esse tempo, também foram separados grupos de trabalho em cada uma das comissões que se reuniram com a equipe da ATI para definir pontos específicos dos projetos, como orçamento e documentação.

Antes do edital ser publicado, em maio de 2026, ainda tiveram várias reuniões do CFPS e encontros com as pessoas atingidas, comissões e o grupo de trabalho. Com isso, alguns projetos foram ajustados para que tivessem mais chances de serem aprovados.
Além disso, a ATICDGV também realizou formações sobre os editais de projetos, mostrando o que poderia ser cobrado, o que ainda precisava ser feito e como poderia ser a inscrição das propostas.

Isso sem falar no apoio às comunidades para conseguir CNPJs parceiros, documentos obrigatórios, licenças, cartas de anuência de governos municipais, apoio de universidades na elaboração dos projetos e outros.
Edital publicado e o trabalho continua
Assim que o edital e a chamada pública foram publicados, todas as pessoas atingidas foram comunicadas por meio de matérias no site da Cáritas, mensagens por Whatsapp, atendimento presencial e publicações nas redes sociais. Aliás, esse trabalho de comunicação com as comunidades é feito desde o princípio.

Agora, com o edital publicado, o trabalho continua. Primeiro, a equipe da Cáritas está fazendo uma formação interna para entender todos os detalhes dos documentos e, assim, poder explicá-los da melhor forma possível às pessoas atingidas.
Essa formação interna é aliada à construção de produtos, como matérias, cartilhas e apresentações que facilitam o entendimento dos editais e seus anexos.
Após o período de formação interna, a equipe da ATI Cáritas GV vai finalizar junto às pessoas atingidas a escrita dos projetos, fazer reuniões para validação em cada uma das 25 comissões e ajudar as comunidades a enviarem as propostas.

Até o último dia de submissão das propostas, a equipe da ATI continuará apoiando as Comissões das pessoas atingidas na construção da proposta e dará todo o apoio logístico no processo de validação comunitária proposto no Edital. Isso porque, os coletivos proponentes informais de todos os projetos acompanhados pela ATI são as próprias Comissões, com seus parceiros fiscais de confiança.
Com o envio das propostas, há ainda a etapa de monitoramento dos resultados, da elaboração de recursos ao resultado do edital, caso seja necessário, e o acompanhamento da execução dos projetos pelas comunidades atingidas.

O objetivo da ATICDGV é apoiar e estar ao lado das pessoas atingidas em todas as etapas para que nada fique em aberto e que tudo ocorra da melhor forma, com as comunidades executando os seus projetos e mitigando os danos e problemas que convivem desde o rompimento da barragem.
Haverá ainda uma formação voltada para o Território 4 e outra destinada às associações e aos parceiros fiscais das Comissões, ambas ainda sem data confirmada.
Para saber mais sobre o trabalho da ATI Cáritas GV, é só acessar as nossas redes sociais e ficar por dentro dos conteúdos publicados por lá.




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